6 de dez de 2008

Convicção X Aflição

A corrida pela liberdade financeira tem acelerado cada vez mais o ingresso de jovens em concursos vestibulares na tentativa de um possível sucesso na graduação para o concorrido mercado trabalhista, acarretando tanto conseqüências benéficas quanto maléficas.

Quando a preocupação com a liberdade financeira vem dos filhos, vemos que há conseqüências benéficas, na maioria das vezes, visto que se percebe a partir daí sua responsabilidade, o que gera certo esforço para alcançar suas metas. Por outro lado, quando os pais forçam os filhos ao sucesso, os mesmos se vêm pressionados, o que tem como conseqüência, um possível insucesso, como por exemplo, um profissional frustrado.

É a partir disso que vemos que os perfis dos estudantes na busca pelo sucesso nos vestibulares são bem diferentes: existem os “convictos” do que querem, normalmente os que não foram pressionados, e os “pressionados’, que sofreram bombardeios dos familiares desde a busca do sucesso até a escolha do curso!

SinaldoLuna"

2 de nov de 2008

Sui Caederes!

"Eu acredito que a cadência e a harmonia certas no momento certo podem despertar qualquer sentimento, inclusive o da felicidade nos momentos mais sombrios." (Yoñlu)

Como postado anteriormente, prometi voltar a comentar alguns assuntos que têm causado certa polêmica em nosso meio. O primeiro tema a ser retomado é o suicídio.

 O suicídio é a consequência de uma perturbação psíquica. A tensão nervosa que envolve, e culmina nos conflitos intra-psíquicos de gravidade acentuada, transtorna a tal ponto que a morte torna-se único refúgio e a inevitável solução dos problemas. Inconscientemente, o suicida tentou depositar a culpa de sua morte nos outros indivíduos que compõem seu ambiente social, principalmente nos familiares. Neste caso o suicídio funciona como um ''castigo''. É como revidar uma agressão do ambiente que o envolve.

Devo confessar que o assunto sempre me chamou a atenção. Sempre gostei de ouvir histórias fantásticas sobre pessoas que tiraram a própria vida (quanto mais detalhada a história, mais “massa” passaria a ser o caso). Um dos casos mais “legais” de suicídio foi o do nosso ex-presidente Getúlio Vargas (creio que tenha sido um dos primeiros casos que tomei conhecimento), que se suicidou com um tiro no peito, deixando escrita uma carta-testamento onde dizia que sairia da vida para entrar na História!

Suicídios de populares também sempre me chamaram a atenção: casos de envenenamento, enforcamento...

 Passei a procurar mais sobre o assunto ao conhecer a história do jovem Vinícius (Yoñlu), a partir da revista Época. Yoñlu, fã de Radiohead e que dizia que a música é a melhor maneira de enfrentar os desesperos da vida, cometeu suicídio auxiliado por pessoas anônimas na internet (o chamado suicídio.com – somente em 2005, 91 pessoas suicidaram-se no Japão, estimuladas por sites).

 “O brasileiro Vinícius Gageiro Marques deixou o inventário de seu suicídio. Documentou sua morte na carta de despedida impressa em papel e no registro virtual da internet. Seguindo seus passos, é possível chegar ao impasse de uma época em que adolescentes habitam dois mundos – mas os pais só os alcançam em um.”

(Época)

 

Yoñlu, o nome virtual de Vinícius, suicidou-se com monóxido de carbono ao trancar-se no banheiro com carvão aceso (todo o suicídio foi organizado por Yoñlu virtualmente, enquanto no mundo real, Vinícius estava havia dois meses em internação domiciliar por determinação de seu psicanalista). Ele mentiu para seus pais, dizendo que pretendia organizar um churrasco para alguns amigos e comprou um ingresso de um show que aconteceria depois de sua morte, “simulou um futuro que não pretendia estar” (Época) e enquanto no mundo real parecia estar curado, no virtual buscava a melhor forma de cometer o suicídio.

 Vinícius passou a organizar o “churrasco” comprando o carvão e a carne. E seguindo passo a passo o plano realizado por ele mesmo. Yoñlu, à medida que vai concretizando seu plano, divulga-o no mundo virtual e seus últimos passos após deixar definitivamente as comunidades de suicídio são os da entrada no banheiro que na porta havia deixado uma mensagem: “Não entre. Concentrações letais de monóxido de carbono”. Dessa maneira morrem Vinícius e Yoñlu ouvindo música “porque é bom morrer com música alegre” (Yoñlu).

 Na carta deixada aos pais, Yoñlu escreve: “Para garantir uma margem segura de tempo, inventei a história do churrasco, pedindo para que vocês saíssem de casa durante todo o dia. (...) Essa medida fez com que o churrasco de hoje parecesse um grande progresso no que tange a minha condição psíquica, quando na verdade era justamente o contrário”.

 O que mais me chamou a atenção no caso foram justamente os diálogos existentes entre Yoñlu e as pessoas nas comunidades oferecendo auxílio ao seu suicídio. Tudo foi registrado por ele nas comunidades, inclusive imagens do ambiente que serviria de “portal” para livrá-lo da dor que sentia profundamente pelo mundo e que necessitava urgentemente exterminá-la. Depois que tudo estava pronto, minutos antes de morrer, ele escreve: “Ah, meu Deus. Eu não consigo suportar o calor, está tremendamente quente naquele banheiro (que se encontrava com grelhas e carvão). O que devo vestir para se tornar mais suportável? Eu tomei uma ducha antes, mas não adiantou nada. O que posso fazer? E o que devo fazer para desmaiar, por Deus?”. E, alguém na comunidade o auxilia a encharcar um pano que servirá para ele se enrolar para suportar o calor até o momento de desmaio e muito tempo depois alguém diz: “acho que funcionou, já que ele não entrou mais em contato.

 Temos uma dimensão da dor de viver que habitava Yoñlu quando sabemos que em momentos ele sentia que seu corpo de desintegrava, que seu rosto estava deformado e um espelho era o instrumento que servia de ajuda para ter certeza que estava “tudo bem”.

 “Se conseguirem enxergar além da ótica da paternidade, verão que nada de especial aconteceu no dia de hoje. O mundo continua igual. (...) Espero que não tenha ficado nada pendente.” (Yoñlu)

 

Com esse caso passei a procurar bastante sobre o tema e até entrei em comunidades de suicídio! É explícita a busca pela morte. Pessoas de todas as raças e idades buscam a melhor forma de suicídio para livrar-lhes de seus problemas. Vi inúmeras cartas e bilhetes de despedidas – alguns bastante emocionantes -, em alguns casos, pessoas que desejam a morte, mas que não sabem a “melhor forma” de cometerem o suicídio.

 "Sei que quando você ler este bilhete achará loucura o que está acontecendo, mas tudo é a síntese de uma árdua e solitária era para o ser humano. 

Tentei transmitir amor, paz, compreensão, amizade, para um mundo que já se esqueceu de tudo isso. Sei que todos acharão covardia minha ter procurado a morte, porém não acho que desapareci e sim tento passar para um outro plano, talvez um lugar em que eu me encontre e não me sinta tão deslocado. 
Não estou louco e sim decepcionado com a vida e outras pessoas. Quero que todos saibam que ninguém é culpado de ter tomador esta decisão fiz com consciência nas consequências. 
A você José um forte abraço e obrigado por ser uma pessoa incrível. Logo todos se esquecerão de mim, portanto, não quero velório, flores, choro, mas sim uma cremação pura e simples e que minhas cinzas sejam jogadas em alto mar, pois não quero deixar marcas em um mundo que nunca me notou. Chega de palavras, pois estas também irão se perder com o tempo.”     

 Adeus 

 

Normalmente as cartas e os bilhetes são destinados a parentes e amigos, os isentado de culpa – ou pondo, além de exporem os motivos os fizeram cometer suicídio.

Certa vez, também encontrei alguém que buscava suicidar-se utilizando o mesmo método de Yoñlu:

 Lobo da Estepe

Preparações

“Já comprei o plástico para vedar o banheiro e uns vasinhos para colocar o carvão. Vou usar monóxido de carbono. Tentei comprar Lorax pra me sedar durante o processo, mas precisa de receita médica e as farmácias que fui pediram. Tive que inventar uma desculpa, disse que não era pra mim e ia voltar depois com a receita (alguém conhece um sonífero que dê pra comprar sem receita?). Como o monóxido de carbono causa desmaio depois de pouco tempo acho que não vai ter problema. O banheiro é pequeno e mal ventilado, a concentração vai ficar alta em pouco tempo. (...) Cheguei aqui do mesmo jeito que você, pensando no mesmo método do Vinícius se não me engano, né?”

 Nesse diálogo, outra pessoa comenta:

 “O garoto super-dotado que feiz isso (referindo-se a Yoñlu), sinceramente ainda não descartei a possibilidade de suicídio, mais mesmo assim me sinto muito melhor desabafando com pessoas daqui desse fórum, tenta também, olhe ao redor!”

 Outro alguém diz: 

 “Gostaria de saber sobre venenos que eu poderia usar. Mas precisa ser algo realmente eficiente. Não estou querendo apenas chamar a atenção. Não tenho mais idade pra isso. Se alguém puder me dar uma dica, me mande um recado, por favor. Ah, e também preciso saber onde e como obtê-los. Obrigado.”

 

Entre outros inúmeros diálogos que entrei.

Para os “ajudantes de suicídio”, o método usado por Yoñlu é bastante eficaz (apesar de ele ter que ser realizado com cautela, deve-se ter certeza de que haverá tempo suficiente para a conclusão do ato, pois, caso a vítima acorde do desmaio tendo inalado grande quantidade do monóxido, ela ficará com graves seqüelas), e dentre outros métodos procurados, encontramos: envenenamento/overdose, enforcamento, utilização de armas de fogo e precipitação em queda livre.  Por outro lado, os “ajudantes” abominam as práticas de não alimentar-se e corte nos pulsos, para eles , esses métodos são dolorosos e poucos dão certo, visto que não alimentar-se acarretará cegueira inicialmente e no máximo levará à uma hospitalização, e cortar os pulsos haverá apenas dor, nada de resultados satisfatórios, ou seja, ambos métodos servem para chamar a atenção mais do que propriamente a busca pela morte.

 Estimativas:

1 – Pessoas do sexo masculino buscam métodos mais sangrentos, como a utilização de armas de fogo, por outro lado, as mulheres cedem aos métodos como enforcamento e envenenamento (ou overdose);

2 - A faixa etária mais atingida está compreendida entre os 15 e 44 anos de idade;

3 - Por razões não completamente esclarecidas, as mulheres cometem três vezes mais tentativas de suicídio que os homens;

4 - Dentre as doenças como motivos para o suicídio, as recordistas são a AIDS e o Câncer;

5 - Entre os jovens (faixa etária que compreende dos 15 aos 24 anos) o suicídio já é a terceira causa de morte, atrás apenas dos acidentes e homicídios;

 6 - Os conflitos mais comuns que desencadeiam os suicídios entre os jovens são encontrados na educação, criação e conduta familiar dos indivíduos. O sentimento de culpa imposto pelas chantagens emocionais, agressões, castigos exagerados, criação e imposição de uma auto-imagem irreal ao indivíduo, o abandono afetivo e a superproteção, são as principais causas dos suicídios cometidos entre os jovens. A soma desses, e outros fatores menos relevantes, resultam numa desorganização da personalidade em desenvolvimento, desequilibra continuamente o sistema nervoso e desencontra o indivíduo do seu ego. Por conseqüências superficiais temos o bloqueio intelectual, a constante desmotivação pelas atividades cotidianas (como os estudos), a necessidade de uma fuga psíquica e o entorpecimento mental. Novamente o suicídio é o resultado mais grave dos desequilíbrios. Os conflitos mais comuns que desencadeiam os suicídios entre os jovens são encontrados na educação, criação e conduta familiar dos indivíduos.

7- No mundo suicidam-se diariamente 2000 pessoas.

8- Nos Estados Unidos são 30.000 suicídios por ano (quase 100 por dia).

9- No geral, 7% dos suicidas sofrem de dependência alcoólica.

10- Aproximadamente 90% de quem tenta, avisa antes.

11 - Em torno de 70% dos suicídios ocorrem em decorrência de uma fase depressiva.

12    - Quem já fez uma tentativa, tem 30% mais chances de repetir do que quem nunca tentou.

13    – No Brasil, entre 1989 e 1998 os suicídios aumentaram 56,9%;

14    - O índice brasileiro é de 4,9 suicídios para cada grupo de 100 mil habitantes;

15    - O Rio Grande do Sul possui os índices mais altos: 11 para cada grupo de 100 mil habitantes;

16    - Porto Alegre é a capital com maior taxa de suicídios (11,9/100 mil);

17    - Entre 1993 e 1998, o número de jovens que tentaram o suicídio aumentou 40%;

18    - Em 1997 quase 1.500 jovens tentaram se matar no Brasil.

 

Indicadores de Risco

 Geralmente o suicídio não pode ser previsto, mas existem alguns indicadores de risco:

·                     Tentativa anterior ou fantasias de suicídio.

·                     Disponibilidade de meios para o suicídio.

·                     Idéias de suicídio abertamente faladas.

·                     Preparação de um testamento.

·                     Luto pela perda de alguém próximo.

·                     História de suicídio na família.

·                     Pessimismo ou falta de esperança.

 

(*)

Pessoalmente, vejo o suicídio como algo bastante complexo. Nós temos o livre arbítrio e por isso podemos fazer o que bem quisermos de nossas vidas, mas por outro lado vem a religião que diz: “Tudo posso, mas nem tudo me convém”, e conhecendo bem o que diz as religiões, abominando o suicídio, irá cometê-lo realmente quem não se envolve com nenhum tipo de religião ou fé religiosa, visto que como postei anteriormente, se por um lado o catolicismo/protestantismo prega que quem comete suicídio não tem lugar no céu, por outro o espiritismo afirma que quem o comete sofrerá na vida seguinte muito mais do que sofreu na vida a qual tenha tirado!

 Isso é o retrato do que vemos na sociedade de hoje, pois se olharmos para o passado veremos que a morte em si não era tão importante como para alguns hoje, a forma da morte é o que importava, o que valia era morrer com honra! Se por um lado hoje os cristãos são contra o suicídio, na Idade Antiga, alguns buscavam a prática como fuga do que chamavam de “Vale de Lágrimas” – A vida, e nesse contexto, o suicídio é o atalho para o paraíso.

 Nos séculos V e VI, nos Concílios de Orleans, Braga e Toledo, proibiram as honras fúnebres aos suicidas, e determinaram que mesmo aquele que não tivesse obtido sucesso em uma tentativa deveria ser excomungado. Assim, o suicídio passou a ser considerado um crime que poderia implicar na condenação à morte dos que fracassavam. Os familiares dos suicidas eram deserdados e enfrentavam preconceitos sociais. Apenas na Renascença a humanidade dos suicidas foi reconhecida, o romantismo desse período forjou em torno do tema uma determinada áurea de respeitabilidade. E hoje os suicidas já podem ser sepultados em cemitérios ao lado de pessoas que não comenteram suicídio e, seus familiares não são tão mal vistos como antes - apesar de haver ainda um certo preconceito. 

Diante do que foi exposto, creio que a polêmica envolvendo o suicídio ainda perpetuará por longos e longos tempos - e não é pra menos!

Caros leitores são quase 6 da manhã e nesse momento uma vontade de suicídio acabou de em invadir... Estou eu aqui há mais de 6 horas baixando episódios de Heroes e convertendo outros de Cold Case. No momento em que estava prestes a chegar o oitavo episódio de Heroes. 2ª temporada (97%), o PC reiniciou-se sozinho, perdi todos os downloads do momento, as conversões foram canceladas e perdi um parágrafo dessa postagem! =/

 - Algo realmente lamentável :’(  =/  - 

 *Dados das estimativas: “spectrumgothic

 OBS: Por ser um tema muito complexo, podendo comentar inúmeras coisas, desculpem-me caso tenha deixado de comentar algo importante.

 Obrigado a todos e até a próxima postagem.

 

Sinaldo Luna"

26 de out de 2008

- FOTOGRAFIA - "Ciência e Progresso não falam tão alto quanto meu Coração"






Triunfo - PE


21 de out de 2008

- POEMA - Primeiro Poema...

Leia-Me



Em toda minha vida
Cartas, declarações,
Felicidades e esperanças
Iniciaram um amor


Em seguida, o fogo
A dor, as lágrimas, a revolta
Encarregaram-se de por um fim
A algo que jamais havia iniciado
O medo me consumiu

Não mais dei espaço às cartas ou declarações
O amor, de mim afastou-se
- Isso se um dia, ele em mim esteve


O único sentimento
- Além do medo e da dor
Que a mim não abandonou
- A esperança
Ainda em mim, queima


E é por ELA que
Tentarei retomar algo perdido
Tentarei superar meus medos
- Minhas dores
Tentarei novamente Amar!


Mas, por mais que tente
Não serei como antes
Por mais que o amor
Seja o maior dos sentimentos
Em mim, ele não é!


O medo e a dor agem em mim
Como nenhum outro sentimento
É capaz de agir
Jamais haverá cartas novamente...


Apesar de toda dor
- De todo medo
Que em mim habita
Sinto que o que perdi
- O que me abandonou
Está voltando

Está voltando aos poucos,

Enquanto isso, trato eu
De refletir se vale à pena

Se vale à pena
Deixá-lo em mim outra vez abrigar

Ou se é melhor acabar com a esperança
E com ela
Tudo acabar!


Sinaldo Luna!

15 de out de 2008

E Se FOR Verdade?



Nos últimos anos, casos que envolvem o prolongamento ou a interrupção da vida tornaram-se constantes no nosso cotidiano. Não importa o método, seja a Eutanásia, o Aborto, o Suicídio, as Células–tronco ou os Métodos Contraceptivos, todos têm algo em comum: provocam polêmica e envolvem um tema ainda mais complexo: Religião!
Todos os questionamentos são respondidos pelas religiões com as seguintes palavras: “Deus, que pôs a vida em cada um de nós, é o único ser que tem a autoridade tirá-la”.
Tudo isso é realmente muito complexo, afinal, envolve religião. Mas, irei tentar expor de forma clara, o que penso a respeito de tais temas.
A Medicina tem alcançado grandes conquistas nas últimas décadas e com isso grandes oportunidades, grandes esperanças vão surgindo, doenças que antes eram tidas como incuráveis, hoje não mais são. Os avanços continuam, mais doenças vão deixando de ser incuráveis. Porém, religiões que por simples razão de fé, dogmas, tentam barrar que as descobertas sejam postas em prática, assegurando-se nas palavras que já citei. Eis que em mim surge uma grande indagação: a Medicina é respeitada por todos (ou quase todos), obviamente se ela não existisse, muitos de nós não estaríamos aqui, muitos de nós teríamos perdido inúmeros parentes. Isso é que nos faz enxergar a Medicina como algum bom, algo de Deus. Sem ela, a dor, a tristeza, a morte, já teria tomado conta de nós. São os heróis da Medicina que buscam novos rumos para a vida, para o prolongamento da vida e se realmente Deus existir, pra mim e pra outros milhões ou bilhões de pessoas, a Medicina é verdadeiramente algo de Dele, como muitos dizem: no momento de uma cirurgia, é Deus que segura nas mãos dos médicos para que tudo ocorra como o planejado. Se só Deus pode tirar a vida de alguém e se levarmos em consideração o que foi exposto, pergunto-me: Não é Deus age pra que tudo ocorra nas vidas que Ele criou? Não foi Deus que nos deu a inteligência de descobrirmos o mundo ao nosso redor? Não foi Deus que fez e faz com que a Medicina avance? Eu creio que sim. E quanto à resposta dada pelas religiões, creio que o Deus que nos deu a vida é o mesmo que trabalha no avanço da Medicina e no prolongamento da vida. Em suma: Só Deus pode tirar a vida de alguém. Mas, não foi Deus que deu a capacidade dos médicos exercerem tal profissão?
O que falei anteriormente enquadra-se nos temas de aborto, eutanásia, células – tronco, e métodos contraceptivos. Quanto ao suicídio, que não envolve a Medicina, porém envolve religião, é um tema-tabu para a maioria das pessoas. É algo quase unânime o não prazer das pessoas em falar de morte, seja morte provocada por acidente ou alguma doença, mas, sem dúvida alguma, não há repúdio maior no que diz respeito à morte, senão o suicídio. O Suicídio é com certeza visto pela sociedade como sendo a pior das mortes... Para a religião, tirar a própria vida é coisa do Diabo, é comprar diretamente sua passagem para o Inferno. É também visto como o pior dos pecados, pior até que tirar a vida de outra pessoa. Como certa vez me contou um Padre: “Se você tirar a vida de alguém com uma arma, depois poderá você arrepender-se do que fez. Por outro lado, se você apontar uma arma em direção a sua cabeça, depois de disparada, não haverá tempo de você pedir perdão por tirar a própria vida!”
Apesar de ser hoje ainda ser enorme o tabu diante de um suicida, deve-se levar em consideração que com as mudanças na forma de ver o mundo, a mente humana, as interações entre os humanos, houve um grande passo: hoje, apesar de tudo, os suicidas podem ser sepultados nos cemitérios, diferentemente do que ocorria séculos atrás!

Depois de conhecer a visão Católica acerca do suicídio, busquei o Espiritismo (o que me confirmou a tese dita no início da postagem, quanto apesar de serem religiões com certas divergências, são unânimes em abominar tais casos). Para o Espiritismo, aquele que buscar nessa vida o suicídio como uma solução imediata para seus problemas, decepcionar-se-á numa vida seguinte, tendo como castigo encontrar nessa vida seguinte, situações piores das que tenha ele encontrado na vida a qual tirou!
O Suicídio é com certeza um tema bastante complexo, assim como os outros que aqui citei (alguns com maior destaque, outros com menor), sem dúvida esses temas virão a ser discutidos de forma exclusiva em outras postagens. Porém, agora quero dedicar-me ao que verdadeiramente fez-me pensar nesses temas polêmicos para fazer essa postagem.
Ontem, dia 14, assisti ao filme “E Se Fosse Verdade”, foi ele a peça-chave dessa postagem. Abordando a Eutanásia e uma linda história de amor, o filme me fez pensar bastante sobre algo que jamais havia passado pela minha mente acerca da eutanásia.
No filme, a personagem principal sofre um acidente e entra em coma. Até ai tudo bem, se não fosse a tomada de cena que passa a envolver o Espiritismo: o espírito da moça, uma jovem médica, não sente o acidente passa a morar “normalmente” em seu apartamento, no qual tem contato com o novo morador que por sinal ,de início toma um grande susto e através de algumas experiências malucas chega a conclusão que a moça estava morta, apesar dela não acreditar na história dele. Através de um acontecimento inusitado e a busca da identidade da jovem, ambos descobrem que realmente ela não morreu, está em coma há três meses... Nesses acontecimentos, o espírito da jovem passa a lembrar-se aos poucos de sua vida e juntos tentam encontrar uma solução para que ela retorne do coma, porém, outro problema surge: o médico responsável pelo caso diz pra irmã da médica que são poucas as chances dela retornar e aconselha o desligamento dos aparelhos!
Foi justamente numa dessas cenas que algo me despertou: e se realmente o que aconteceu no filme possa ocorrer? E se enquanto estivermos em coma, nosso espírito possa estar tentando voltar para o corpo e o simples fato de desligarmos os aparelhos de alguém possa pôr um fim a essa luta?
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o certo desespero do espírito da jovem apelando para sua irmã não assinar os papéis para desligar os aparelhos, pois ela estava ali, ao lado dela!
Não sou Espírita, porém, há certos acontecimentos que me deixam inquieto, assim como a inúmeras outras pessoas.
Realmente tive certo “medo” ao ver tal cena no filme, o que me relembrou outros casos que se assemelham: como os famosos acontecimentos de EQM (Experiência de Quase Morte), Viagens Astral, entre outros temas que intrigam a mente humana e que certamente postarei algo. Ah... Falando em mente, o filme ainda diz: “A mente é uma área perigosa onde jamais se deve andar sozinho”.
Bem, acho que nessa postagem é só isso... Quero voltar a falar sobre esses temas em outras postagens. Se possível, seria legal que algum leitor também comentasse sobre algum dos temas, se já teve alguma experiência das quais citei, se concorda com o que falei, ou se discorda. Gostaria de opiniões, críticas, sugestões!



Ah, e antes de finalizar o texto: Assistam “E Se Fosse Verdade”, é realmente um belíssimo filme!



Abraços e até a próxima postagem.


Sinaldo Luna

13 de out de 2008

"No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro."

A frase já diz tudo... Tem muito o que se falar de bom de um país desse jeito?

E vale lembrar que essa frase foi dita por ninguém mais, ninguém menos que o nosso companheiro, o presidente Lula, numa época que ele não indicava ministros (óbvio).

Mas, “tudo bem”, nessa postagem não quero falar muito de governo ou política partidária. Não quero falar sobre a corrupção que há em nosso país, afinal, corrupção há em todo o mundo, mas a impunidade... A impunidade, ela impera nossa democracia! O que realmente venho falar nessa postagem é sobre o porquê do nosso país não ter o meu amor.

Apesar dos escândalos de corrupção estampados em jornais e revistas. Apesar do dinheiro envolvido nos esquemas também ser nosso, ele nos foi tirado indiretamente. Então visto isso, há algo pior: não nos sentirmos seguros ao andar por uma rua qualquer (creio que isso seja bem pior!).

Não digo que amo um país onde meus próprios irmãos me machucam, tentam roubar o meu dinheiro... Não amo um país assim!

Teria eu coragem de amar um país onde ao andar por ruas, sou cercado e agredido por pessoas com a minha idade aproximadamente, com o único objetivo de roubar objetos pessoais, de roubar dinheiro que foi conseguido com trabalho honesto? Não, não mesmo!

As quatro vezes que tentaram me assaltar, eu resisti. Obviamente que na última vez quando fui agredido, foi pior, bem pior. Arrisquei minha vida, não deixei que os assaltantes levassem meu dinheiro. Porém, se já me sentia inseguro antes disso, pior agora. Estou assustado com tudo e com todos. Acho que estou com trauma de bicicleta ou de qualquer um que vejo pelas ruas...

País assim, não me dá orgulho. Dá-me é medo!

Não há, sob hipótese alguma, possibilidades de um país assim ser amado por mim!

Mas, eu tenho esperança... Tenho esperança que esse medo acabe. Eu tenho um sonho (como diria o saudoso Luther King: “I Have A Dream”): Que um dia eu venha a sentir orgulho desse país tão grande e com tantas belezas (diga-se de passagem, creio que seja única coisa que ainda merece aplausos e admiração), que um dia eu possa andar seguro pelas ruas... (ah, acho q isso é um sonho meio difícil de realizar, mas vou continuar sonhando). É como diz uma das propagandas do governo da estrela cadente: “Sou brasileiro e não desisto nunca”. Não sei se devo usar o “nunca” da propaganda, acho melhor um “fácil” no lugar! Simples: a cada dia que passa, a cada tentativa de assalto que sofro, a cada faminto que vejo pelas ruas... Minhas esperanças, meus sonhos vão sendo esfacelados pelas horríveis cenas e as possibilidades de um dia amar o Brasil desaparecendo vão!

Tudo isso é triste, mas é nossa realidade... É a verdadeira cara do país que abriga o maior aqüífero, a maior floresta, tem o melhor futebol. É a cara do país que tem na teoria tem tudo pra ser bem melhor do que é. Mas, na prática nosso país é isso, é um país que prende uma mulher que rouba um pão pra alimentar um de seus filhos faminto, mas não prende algum dos nossos velhos conhecidos... Aqueles, aqueles que fazem do nosso BRASIL vir a ser o nosso bR@z!uL.

Sinaldo Luna"