26 de fev de 2009

Lobos em Pele de Cordeiros

A Instituição que mais prega a castidade e a moral como um palco de escândalos sexuais.

Por trás de toda Santidade da Igreja Católica, orgias sexuais rolam a solta.

A cara das vítimas...

Idade: 7 a 10 anos

Sexo: Masculino

Condição Social: Pobre

Família: De preferência sem pai

Importante: Prender a família do garoto

Como fisgar: Aulas de violão, coral, coroinha

Extraído do diário do padre Tarcísio Sprícigo, condenado a 15 anos de prisão por abusos sexuais e que para se proteger, fazia suas vítimas jurarem diante de uma imagem de Jesus cristo que manteria segredo.

"No dia em que a Igreja descobrir que gozo é divino,

vai cair em si."

Anna França. Ex-freira franciscana, 42 anos, resolveu mostrar ao mundo que, ao contrário dos anjos, os religiosos têm sexo. No livro Outros hábitos (Editora Garamond), Anna conta seu romance com Heloar (nome fictício), então madre superiora de um convento em Belo Horizonte.

Entre 1950 e 2002, nos EUA, 4% do total de sacerdotes em exercício, foram acusados de abusos sexuais, tendo em vista que menos de 1% da população pode ser considerada pedófila, torna-se um grande número. Há estimativas de que metade dos padres tem relações sexuais e possuem amantes, 30% têm amantes mulheres, 15% homens e 5% “conflitos sexuais”. Em 2006, 14.7 mil crianças irlandesas receberam um total de 1 bilhão e 300 mil euros em indenizações por sofrerem violências sexuais nas mãos de padres. Em 2002, a arquidiocese de Boston foi condenada a pagar US$ 58 milhões a 552 vítimas. Em 2007, a de Los Angeles desembolsou US$ 600 milhões para pessoas molestadas por sacerdotes.

Em Agosto de 2006, o diretor de uma casa de assistência na região de Sorocaba – SP, o padre Alfieri Eduardo Bompani, de 62 anos, abusou de 13 crianças entre 6 e 10 anos. Ele chegou a registrar os casos em uma pasta de seu computador chamada “Contos Homossexuais”. Em 2003, foi condenado a 93 anos de prisão. A Igreja pagará R$ 3,2 milhões de indenização às vítimas.

Em Dezembro de 2006 uma câmera de celular flagrou o padre Sebastião Braga fazendo sexo com um garoto de 11 anos na casa paroquial de Condado Gomes – MG. O padre, acusado de abusar sexualmente de 6 garotos, confessou os crimes e disse ter feito tudo inconscientemente. Ao deporem, duas crianças contaram que o padre pagava às vitimas de R$ 10 a R$ 80.

Além disso, há denúncias de que o Vaticano abriga uma comunidade gay, milhares de sacerdotes largam a batina para casar-se e ter filhos, há até os que matam para não terem de largar a batina e ex-freiras que revelam aventuras sexuais com outras freiras dentro do convento.

Obviamente, a Igreja Católica não detém o monopólio de tais escândalos, mas enfim, por que num ambiente que prega a castidade e a moral, acontece tanto isso?

1 – Impunidade, na maioria dos casos;

2 – Padre como figura de respeito;

3 – Celibato

A Igreja eventualmente abafa os casos, assim, uma mínima parcela é levada à Justiça, tendo em vista que a Igreja tem competência exclusiva em relação a tais assuntos, graças ao Sacramentorum Sanctitatis Tutela, publicado em 2001 por João Paulo II, dessa maneira, as denúncias, quando ocorrem, são feitas à diocese e não à polícia.

Um padre-pedófilo, aproveita-se do poder gerado por sua batina para aproximarem-se de suas vítimas, visto que quem desconfiaria de uma figura que é comprometida com o celibato? Que fez o voto de castidade?

Falando em celibato...

Ele existe em diversas religiões, chegou ao cristianismo por influência de Paulo de Tarso. No século IV, o Concílio de Elvira decretou que mesmos casados, padres e bispos deveriam abster-se do sexo. Anos depois, o tão badalado Concílio de Nicéia proibiu que padres morassem com mulheres que não fossem mãe, irmão ou tia. Mas, o casamento de sacerdotes só foi abolido de vez no século XI, por imposição de Gregório VII. A partir daí, o celibato passou a ser uma das maiores polêmicas acerca da Instituição, e os pulinhos sobre a cerca dele, mais ainda!

“O padre mexicano Dagoberto Arriaga na fuga do celibato acabou por gerar um filho, temendo ser expulso, o padre matou a criança.”

Para a pscicóloga Eliana Massih, “quando se propõe a vida celibatária, a idéia é que a falta de sexo compensada pela vida comunitária, mas nem sempre acontece. Há pessoas que têm vocação para o sacerdócio, mas não para o celibato.”

A imposição do celibato e a pedofilia podem andar juntas. A idéia de não fazer sexo é atrativa para quem quer fugir da própria sexualidade. Pode ser um homossexual que acha sua preferência um pecado ou um pedófilo que não entende seu desejo por crianças, dessa maneira, essas pessoas com “conflitos sexuais” buscam a religião, onde o celibato é obrigatório, para se libertarem disso, diz o psicoterapeuta sexual Oswaldo Rodrigues.

A junção de problemas internos ao celibato é uma mistura explosiva!

Dos padres-pedófilos, 64% abusam somente meninos, enquanto 22,6% abusam somente meninas. Ricardo Sipe, psicoterapeuta americano, observa que a porcentagem de gays ativos na Igreja chega a ser em média o dobro do total de gays da sociedade brasileira.

Casos envolvendo homossexualismo na Igreja chega a ocorrer até no Vaticano, onde ocorreu um dos maiores escândalos. Em outubro de 2007, um monsenhor convidou para seu escritório, um jovem que havia conhecido num chat sadomasoquista, não sabia ele que o rapaz era um repórter encarregado de um trabalho sobre a vida sexual dos sacerdotes. No encontro, foram proferidas da boca do monsenhor, frases como: “Você é muito gostoso.”

Acerca dos casos de pedofilia, a faixa etária está compreendida entre 12 e 15 anos, na maioria dos casos. Nos abusos contra as mulheres, os padres abusadores escolhem mulheres pobres, com dificuldades de se expressar, sem consciência de direitos, em suma, alguém “incapaz” de denunciá-lo!

Como já decidiu a Justiça dos EUA e da Irlanda, a Igreja é tão responsável quanto os padres pelos crimes que eles comentem...

Bem recentemente, o deputado e padre Luiz Couto, ao defender o uso de preservativos , ser contra o celibato e a discriminação de homossexuais, foi suspenso de suas atividades religiosas pelo arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto. “Isso é intolerável”, disse dom Aldo. E pondera que o padre-deputado, poderá voltar a suas atividades, assim que retratar sua opinião acerca dos assuntos.

Há uma saída...

Por mais que a Igreja continue “firme” ao celibato, a admissão de novos sacerdotes encontra-se mais rigorosa, através de programas de tratamento de desordens psicossexuais, por meio da tecnologia, os sacerdotes que não conseguem responder às terapias convencionais, chegam a sofrer uma espécie de “castração química” com dozes de Depo-Provera, responsável por diminuir os níveis de testosterona e que por ironia do destino também é um anticoncepcional bastante combatido pela Instituição, mas isso já é outro assunto...

SinaldoLuna"

Fontes: Jornal Correio da Paraíba, Superinteressante, G1, resenhas de Outros Hábitos.