30 de set de 2009

- PLURALIDADE CULTURAL - Aceitar o outro é...


   Para evitarmos um etnocentrismo exacerbado, uma intolerância ou a imposição de uma cultura sobre outra basta apenas que tenhamos respeito aos costumes do outro. Não precisamos ter afinidade com pessoas de outra cultura, mas precisamos respeitá-las. Somente através do respeito mútuo teremos uma sociedade civilizada e justa. Se houver um encontro de culturas, algo comum, é necessário que as sociedades reconheçam que o universal é um espaço para negociações sem conteúdo pré-determinado. Dessa maneira, elas devem estar abertas para negociação, o que significa abrir mão eqüitativamente de alguns costumes ou símbolos que impeçam uma boa convivência com as demais. Por fim, devem reconhecer também que não se deve mais invocar o conceito de exclusividade ou pureza cultural, nossa sociedade vive uma hibridação.
   Para entender essa hibridação basta olharmos para a Bahia, onde o Catolicismo Romano e Candomblé fundem-se originando costumes que para outros lugares do globo podem parecer loucura, mas que para nós, brasileiros, a singularidade desse povo fascina a uma nação inteira. O nosso forró saiu de duas raízes rústicas e misturou-se a instrumentos de diversos ritmos. Invadindo pouco a pouco todas as regiões do país e sendo levado para o exterior, esse ritmo que tanto contagia vai além de um exemplo de hibridação, é um exemplo de negociação escancarada onde há mesclas de tantos outros ritmos, de tantas outras culturas.
   É assim que podemos dizer: O Brasil é um país rico. Tantos povos, tantas religiões Nossa cultura é rica, porém, a intolerância chega ofuscar essa riqueza. Japoneses, alemães, italianos, indígenas, negros. Só que há uma verdade que não pode ser ignorada: Há muito racismo e descriminação neste que é o maior país da América do Sul. Num país predominantemente branco (53,7%) e católico (73,57%), as demais raças e religiões são muitas vezes marginalizadas, ignoradas. Fatores históricos normalmente são os responsáveis por tais intolerâncias, mesmo apesar de estarmos vivendo uma época que a informação é tão acessível. Fatores históricos esses que “veneram” a cultura do eu, o etnocentrismo, onde o meu grupo é o padrão para o comportamento dos outros, onde normalmente o outro é rejeitado, ridicularizado, originando uma postura de estranhamento aos costumes diferentes.
   Superar o etnocentrismo é compreender que a origem de cada cultura vem de um processo de adaptação do homem a seu meio ambiente. Em diferentes épocas e lugares, comunidades resolvem de formas diversas seus desafios. Cada qual encontra os mecanismos de controle simbólico que melhores se adaptam a sua realidade. Mais uma vez voltamos ao respeito pelo diferente, se ele fosse praticado mutuamente não haveria tantos conflitos, tantas perdas de vidas.


“Aceitar o outro é também aceitar que não existe verdade absoluta” *
* Ismar Capistrano Costa Filho

SinaldoLuna"

29 de set de 2009

Se essa moda pega...

   Sou uma dessas pessoas que usa a calça baixa (mostrando um pouco a cueca), bem como grande parte dos jovens da minha idade, e pelo menos nesse aspecto é bom morar no Brasil, por aqui ninguém tentou até agora, barrar essa prática. Se morasse no Michigan (EUA), levaria advertências todos os dias, sendo enquadrado numa prática de imoralidade! 



   Diria que diante do sagging (como a prática é chamada), sou do tipo discreto e vejo como "feia" a exibição total da cueca, tal como o meio hip hop costuma usar, mas mesmo assim, isso levar a multas e até mesmo dá cadeia é demais!
   

       
 Insisto em dizer: ainda bem que ninguém por aqui pensou nisso, até agora. Não sei se pelo fato de não se importarem realmente com algo simples ou se por terem convicção de que nem as coisas de maiores dimensão, às vezes, parecem ser respeitadas. O fato é que continuarei aproveitando dessa moda enquanto essa outra não pega...

*Imagem: Revista Veja

SinaldoLuna"

27 de set de 2009

Enxerga-te a ti mesmo!!!*

Apesar dos discursos de estarmos vivendo na era da tecnologia, da quebra de barreiras e todas as transformações que isso acarreta, é inevitável fechar os olhos diante da questão do preconceito.
Quando falamos nas práticas preconceituosas, tão quanto à questão racial, a social rouba a cena, não só no que diz respeito a "quem é rico e quem é podre" em todo território nacional, mas no tocante à inferiorização do Nordeste. "A mais pobre."


João Pessoa - PB
Voltando à questão de modernidade, tecnologia, quebra de barreiras, século XXI. É justo (ainda hoje) culpar apenas os "sudestinos" em menosprezar os nordestinos?

É justo nós, nordestinos, vivermos questionando a visão que a "elite cultural e econômica nacional" exibe
de nossa região? Além de enxergarmos nossas belezas naturais e tantas outras, literalmente, por que a gente não se enxerga? Por que a gente não ver que a caricatura do Nordeste é, em parte, gerada por culpa do próprio Nordeste, do próprio nordestino?
Antes de criticar a caricatura exibida: os trajes, o "falar errado", os costumes, deveríamos ver que "isso é tudo culpa nossa!" Por que é que - ainda -, a maior parcela de (exemplificando) humoristas que saem daqui ganham prestígio fazendo humor com essas "peculiaridades nordestinas"? Se o Nordeste critica tanto essa caricatura por que - seu povo - não começa "mudar" nesse sentido? Só é possível nordestino fazer humor vestido de caipira, "falando errado", usando expressões que menosprezam nossa NAÇÃO NORDESTINA? - "Lá no Nordeste é assim... Vocês sabem né? Lá é assim..."
(...)
Como dizem, os bons exemplos começam de casa (e, os maus também, talvez)!
* Baseado na frase de Sócrates: "Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses."

SinaldoLuna"

24 de set de 2009

- POLÍTICA - Informação

Nossa cidade acaba de ganhar uma página voltada para acontecimentos políticos (e também sociais) em tom de humor (um humor depreciativo, que denigre a imagem dos cidadãos envolvidos).

 
 É visivelmente uma evolução dos velhos jornais que circulavam anos atrás em períodos eleitorais. Políticos da cidade e outros cidadãos, somados com acontecimentos diários são transformados em ironia, grosseria, e quantos outros substantivos e mais adjetivos depreciativos quisermos acrescentar!
Não nego o fato de tal proposta ser, em algumas passagens, interessante, há textos que merecem respaldo, mas outros são inúteis, baixos e ofensivos!!!
Poderia-se utilizar essa "arma" para tirarmos bons proveitos, mas sem denegrir a imagem das pessoas. Cobrar nossos direitos não significa sair atacando grosseiramente...
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Escrarecimento: Anteriormente, para uma total informação, estava aqui disponível o link do blog. Porém, em decorrência de que grande parcela dos acessos ao blog partirem do link aqui disponível e, sendo gerada a especulação de meu blog ser um divulgador de assuntos de tais baixezas, em encontro com os vereadores na noite desta sexta-feira, dia 25/09,  ficou acordado que eu retiraria o link. Mas, aqui continua meus comentários acerca do cachorreiradacebola, pois, apesar dos apesares, é algo que virou assunto em nossas ruas e merece um espaço!
SinaldoLuna"