29 de nov de 2009

[CINEMA] Por trás de um Severino, uma Maria

A partir da brutal condição de existência em uma região árida, o escritor João Cabral de Melo Neto eternizou o instinto de sobrevivência de uma vida Severina. De forma não menos reflexiva, o diretor Márcio Ramos mostra no curta “Vida Maria” o contraponto feminino de alguém que poderia ser a companhia de tantos Severinos que identificamos nestas regiões.

O filme é uma animação de belíssimo cenário, onde os detalhes enriquecem ainda mais a obra que traz, acima de tudo, mais uma denúncia social, e trilha sonora envolvente que prossegue de forma corrida revelando um retrato de sua protagonista. Maria José vive em um cercado de paus secos cujo relevo circundante aumenta a sensação claustrofóbica. Sua vida não extrapola as dimensões daquela área. Da janela de seu rústico casebre, a menina não pode imaginar, não pode sonhar. Isto porque a convenção social aponta para aquela pequena sertaneja uma vida preenchida de afazeres domésticos que suportem e aliviem a condição Severina “homem”.

O rápido desenrolar da previsível história de vida desta menina vai aos poucos comovendo o espectador. O diretor consegue em alguns minutos colocar para um público urbano toda a aflição demorada do trajeto desta protagonista. E o que esperar do futuro? O filme em seguida responde.

Se a vida de um Severino é angustiante igualmente será a de Maria, só que de maneira mais cruel.

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Diego Lós e SinaldoLuna"

23 de nov de 2009

[É hora de dançar!] Mais uma dança interessante...

- Ao som de Black Eyed Peas -
A viciante batida de “Boom Boom Pow” ritmada ao pegajoso refrão chega a enlouquecer até crianças! ;D
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SinaldoLuna"

22 de nov de 2009

É hora de dançar!

Há algum tempo que essa coluna estava sem apresentar vídeo de humor.
Vagando um pouco pela net, enquanto procurava vídeos para um trabalho da faculdade, acabei encontrando esse vídeo um tanto curioso, graças ao subnick de msn de um irmão.
A dança é bastante interessante. Vamos rir um pouco! video
SinaldoLuna"

13 de nov de 2009

Sexta-Feira 13


A Sexta-Feira 13, na visão cinematográfica, é sempre o pior dia. Cercado de mortes, vinganças, maldições. E, na vida real, para alguns supersticiosos, esse dia não fica tão aquém do que acontece no cinema. Muita gente deixa de ir ao trabalho, optando não sair de casa (de maneira alguma), desenvolvendo triskaidekaphobia (como é chamada a fobia pelo número treze).
Mas, de onde vem a idéia de que a Sexta-Feira 13 é tão ruim assim?
Viajando um pouco pela História, encontraremos algumas explicações, partindo das narrativas bíblicas. Para a religião Católica, havia 13 apóstolos na Ceia que antecedeu a morte de Cristo e o último deles era Judas, o traidor. Ainda nessa linha de pensamento, a crucificação de Cristo, também teria acontecido numa Sexta-Feira, assim como afirmam alguns teólogos, seria a data de início do Dilúvio.
Na Roma Antiga, as bruxas se juntavam em grupos de 12, pois para elas, o 13º elemento era o próprio demônio. (Fonte: National Geographic)
A Ordem dos Templários, fundada no século XII, que exerceu fortíssima influência na Europa, chegando a incomodar reis, também caiu nas garras da Sexta-Feira 13. Felipe IV, da França, resolveu implantar uma caça aos templários. Na noite de Sexta-Feira, 13 de Outubro de 1307, os templários foram presos e acusados de heresia, entre eles, estava o último Grão-Mestre da Ordem, Jacques DeMolay, que passaria sete anos sob tortura e acabaria queimado na fogueira por não aceitar testemunhos forjados que atribuíam à Ordem diversas ações, entre elas: práticas homossexuais e adoração ao “homem-bode” (Baphomet).
Outros eventos que aconteceram em dias 13 merecem destaque, como quando houve o acidente com a missão tripulada da agência espacial americana Apollo 13, em 1970. A missão partiu da terra às 14h13 e, no dia 13 de abril (nem era Sexta-Feira), dois dias depois do lançamento foi abortada após uma explosão em um dos tanques de oxigênio. Os tripulantes conseguiram voltar ilesos para a Terra no dia 17. O Ato Institucional de Número 5 (AI-5) entrou em vigor dia 13 de Dezembro de 1968.
  Coincidência ou não, fatos como esses, exercem peso na história. Para alguns é a simples idéia de que “quem procura, acha”, o que também acontece com o número 23 (assistam ao filme “Numero 23”), mas, para outros, é um sinal de que essa data “não é de brincadeira” (e... nem de trabalho).


   Curiosidades...
·         Há prédios que não tem o andar 13 (Buenos Aires);
·         Em Florença, na Itália, a numeração das ruas é 12 – 12,5 – 14;
·         A Itália retirou o 13 da loteria nacional;
·         Na França há uma associação pra chamar convidados de última hora caso em algum evento apareça 13 pessoas;
·         Pesquisadores concluíram que na Sexta-Feira 13 há um aumento de 52% de entradas nos hospitais. Motivo: acidente no trânsito;
·         O número 13 é raramente usado na Fórmula 1;
·         A Sexta-Feira 13 é especialmente azarada se coincidir com o feriado da Sexta-Feira da Semana Santa;
·         3 “datas malditas” estiveram presentes no calendário 2009;
·         Um escritor russo chamado Sholom Aleiehem, que viveu no século XIX, morreu num dia 13, mas, se você visitar sua lápide, num cemitério de Glendale, Nova York, vai encontrar a data 12a de maio de 1916.
·         Na Inglaterra, Sexta-Feira 13, era o dia de execuções oficiais. Os condenados davam 13 passos até chegarem à forca.

Uma ótima Sexta-Feira a todos, inclusive gatos pretos!



SinaldoLuna”

2 de nov de 2009

[Dia de Finados] Arte Fúnebre



No Dia de Finados de 2008, postei sobre Suicídio (http://sinaldoluna.blogspot.com/2008/11/eu-acredito-que-cadncia-e-harmonia.html). Escolhi uma maneira de abordar a data, mas sem ser muito direto, além externar meu enorme interesse sobre o tema. Não imaginava que aquela postagem seria tão importante dias depois, servindo de base para minha redação no vestibular da UEPB.
      Não querendo deixar o Dia de Finados de lado esse ano trago algo mais direto: Arte Fúnebre.



     Triste, doloroso, macabro... Qualquer menção aos cemitérios, quase sempre vem nesse tom. O que muitos esquecem é que os cemitérios, assim como qualquer outro espaço urbano, tem muita arte pra se ver e história pra contar. Caminhando por entre os cemitérios é possível encontrar túmulos que são verdadeiras aulas de artes plásticas e arquitetura que pouco a pouco vão desenhando a história de nossas cidades.

    A tradição de associar morte e arte não é algo recente. Desde a Antiguidade o homem cria túmulos, mausoléus que são verdadeiras obras de arte, muitos até fazem parte das mais populares rotas turísticas do planeta. Dá para discordar, dando exemplos como  o Taj Mahal e as Pirâmides do Egito?


Taj Mahal - Índia / Imagem: http://blog.taragana.com/


Pirâmides - Egito / Imagem: http://www.picoalucinante.com/

      É bom visitar os cemitérios para conhecer um pouco de história. Neles podemos ter "contato" com aqueles que fizeram história em nossa cidade. Através das datas estampadas nos túmulos é possível fazermos paralelos entre o contexto histórico e a arte, além de podermos contemplar inúmeras belezas arquitetônicas.

    Apesar de ser um ambiente carregado de sentimentos não agradáveis, visitando-se um cemitério, com os olhos para a arte, a certeza que fica é a de que mesmo nos momentos mais tristes, como a morte, é possível encontrarmos beleza.



Você tem fotos de arte tumular em sua cidade? Envie para sinaldo_luna@hotmail.com 
As melhores imagens serão publicadas.



SinaldoLuna"