Não, não me refiro ao homem que Fábio Barreto levou às telas ao raiar de 2010, o presidente Lula. Mas sim, ao maior médium que habitou as terras tupiniquins e que agora chega ao cinema nacional.
Chico Xavier, de Daniel Filho, transcende os limites de religiosidade, pondo em segundo plano o espiritismo e explorando primordialmente a figura humana do mineiro que ganhou o mundo levando mensagens de amor e caridade. Um homem que na infância sofreu a perda da mãe, maus tratos da madrinha, lutou para sobreviver e conviveu com a descrença. Um filme para todos os públicos, para todos os credos.
O longa tem como pano de fundo o programa Pinga-Fogo, onde o médium era questionado por jornalistas incrédulos que tentavam apontá-lo como fraude, mas as respostas por eles encontradas levavam ainda mais à mitificação daquele homem, e, a partir dele todo o filme se constroi repleto de flashbacks, tendo o ator Matheus Souza interpretando o médium na infância, Ângelo Antônio na juventude e Nelson Xavier na maturidade. Todos em belíssimas atuações, não deixando de lado, é claro, a grande semelhança física entre Chico e Nelson Xavier, agnóstico que mergulhou de corpo e alma no papel.
Outra grande sacada do filme foi mesclar drama e humor. Numa sessão lotada, diante desse encantador longa de fotografia esplêndida, música emocionante e roteiro simples e ao mesmo tempo profundo, é possível sentir a concretude que o silêncio toma nas cenas de drama e rir com todos quase que espalhafatosamente nas cenas cômicas. Cenas que não são meros inventos do roteirista e diretor, o próprio Chico aparece nos créditos finais narrando esses fatos.
O cinema nacional está diante de uma biografia sincera, sem melodrama, humana. Por todos esses ingredientes, por toda riqueza de produção (não apenas artística, mas também orçamentária - um dos filmes mais caros que o país produziu) Daniel Filho bate ele mesmo, antes recordista com Se Eu Fosse Você 2. Chico Xavier levou mais de 600 mil espectadores nos primeiros dias de exibição lotando salas no Brasil inteiro e deixando sem bilhete para as primeiras sessões as pessoas que deixaram para comprar de última hora.
Os números deixam no chão o filho do Brasil de Fábio Barreto, que levou pouco mais de 200 mil espectadores nos primeiros dias de exibição.
O novo filho do Brasil arrasta multidões como Chico fazia em vida, já o filme de Barreto não arrastou as multidões como no sindicato ou comícios. Consequência do filme ou do filho?
SinaldoLuna"





11 comentários:
O filme realmente é muito bom! Deixando de lado toda a parte religiosa, Chico Xavier foi um grande exemplo de conduta, que deveríamos seguir a risca ...
Abraços!
Ainda não vi o filme, mas li o livro que deu origem ao mesmo - e gosto muito.
Chico é um personagem que merece ser retratado e admirado, independente da fé religiosa.
Exelente post sobre exelente filme
não sou religioso, mas fui assistir o filme , e como voce disse , independente de religião, era um ser de espirito elevado com toda certeza .
e algo que ele dizia , e que tem que ser levado a muito sério...
"Fora da caridade , não ha salvação"
passa la no ap
http://apt404.blogspot.com/
Nunca li nenhum livro dele, mas minha mãe é muito fã e a história de vida dele me faz ter muita vontade de ver esse filmes.
ainda não consegui ingresso para assistir no final de semana. sem dúvida a vida desse grande Homem (com letra maiúscula), deve ser vista por todos os brasileiros. esse sim um verdadeiro filho do Brasil.
Esse filme sobre ele deve ser muito ruim, mas neem de graça eu iria ver esse filme porque realmente não presta.
acho legal conheçer a historia de alguem tão misterioso
parabéns pelo blog
http://blogdakarinadelima.blogspot.com/
Essa semana eu fui assistir o filme...
Algumas coisas deixaram a desejar, porém o filme é literalmente ótimo...cheio de sentimentos e verdades que preferem não acreditar
Eu recomendo
cool
Tô doida pra ir assistir!!
=D
Depois dá uma passadinha no meu Blog, primo!
Ele tá completando 1 ano Hoje! ^^
www.apeqnacidadegrande.blogspot.com
Nossa.. muito bom o seu texto... Uns dos melhores filmes nacionais
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