31 de dez de 2012

Séries de destaque em 2012

2012 foi um ano movimentado no mundo das séries.

Séries consagradas pelo público e/ou crítica surpreenderam com temporadas ainda mais impressionantes.

Personagens que marcaram os últimos anos na TV deram adeus e deixaram seus lugares vazios. E a impressão que temos é que nenhuma das estreias apresentaram personagens com potencial equivalente (pelo menos, até agora!).

Pensando em fazer uma retrospectiva do que vimos durante o ano, resolvemos eleger as melhores séries do ano. Mas lembrando de que nossos critérios de escolha não são referentes às especializações em cinema e TV e sim baseados em gostos pessoais e séries que conseguimos ver durante o ano.

Dividimos nossa lista em duas categorias:  melhores estreias e melhores temporadas.

- Melhores temporadas:

Divulgação
Game of Thrones (2ª temporada): Produção grandiosa, cenas épicas e diálogos marcantes. Um dos destaques foi o desenvolvimento do personagem Tyrion marcado pela brilhante atuação de Peter Dinklage.

Homeland (2ª temporada): No Emmy 2012 saiu na frente de grandes nomes como Breaking Bad, Mad Men e Downton Abbey. A segunda temporada manteve o nível e continua a surpreender pelo roteiro bem elaborado e atuações de Claire Danes e Damian Lewis.

Mad Men (5ª temporada): A crítica e os fãs sempre esperam algo surpreendente em Mad Man e nunca ficam decepcionados.

Downton Abbey (3ª temporada): Umas das séries mais queridas dos últimos anos, destaca-se pelo elenco escolhido perfeitamente, fotografia impecável e trama envolvente. Nessa última temporada, os elementos positivos só foram ampliados.

Sherlock (2ª temporada): Adaptação das histórias de Sherlock Holmes - de Conan Doyle, apresenta o diferencial de ser ambientada em uma Londres contemporânea e não decepciona. Os destaques são o roteiro inteligente e as brilhantes atuações de Benedict Cumberbatch e Martin Freeman.

Fazer uma lista como essa é realmente complicado! Sempre achamos que é injusta, ainda mais porque tem séries que estão no meio das temporadas e outras que não deu tempo de assistir esse ano etc. Assim, podemos citar Dexter, The Big Bang Theory, American Horror Story, Breaking Bad, Falling Skies, True Blood e The Walking Dead.


- Melhores estreias:

Das séries que iniciaram antes da Fall Season de 2012 (setembro /outubro) só destacamos três: Girls, The Newsroom e Perception.

Das estreias recentes, algumas já foram canceladas, como Hunted, Last Resort, Emily Owens MD, Partners, 666 Park Avenue, Made In Jersey.

Depois de eliminar os cancelamentos e as que não dão para assistir de jeito nenhum (Bad Teacher, The Primeval New World), fica mais fácil escolher as melhores, e/ou pelo menos não desastrosas, estreias:

Nashville: Apresenta os conflitos de uma veterana da música country para manter-se  no mercado atual e os conflitos de uma estrela juvenil para provar que não é apenas mais uma na indústria fonográfica. Não é uma daquelas séries musicais. Os dramas dos personagens são os destaques da série. 

Arrow: A série que apresenta o Arqueiro Verde tem tudo para ser a nova queridinha do canal CW, temos aqui uma série dinâmica, com cenas de lutas elaboradas, roteiro que se desenvolve de forma interessante  e um super herói mais próximo da humanidade.

The Mindy Project e The New Normal: A únicas comédias da lista. Foi difícil uma comédia destacar-se em 2012 devido ao domínio de nomes como Modern Family, TBBT, New Girl. 

Elementary: Os fãs de Sherlock da BBC e dos livros de Doyle já começaram odiando uma versão de Sherlock Holmes ambientada em Nova Iorque! Mas nos últimos episódios apresentados, a série mostrou que tem qualidade e sem contar com as atuações dos ótimos  Jonny Lee Miller e Lucy Liu.

Chicago Fire: Apesar de parecer chato pensar em mais uma série sobre salvamento, CF é interessante por explorar o lado estressante e perigoso dos bombeiros. Além de contar com elenco super bonito (kkk) com Jesse Spencer, Taylor Kinney.

Séries que terminaram e vão deixar saudades: Gossip Girl, House, Merlin e One Tree Hill.

Destaques da música - Retrospectiva 2012

Que “Gangnam Style”, “Call me Maybe” e “Camaro Amarelo” foram os hits que sacudiram a internet em 2012, isso já tratamos aqui, mas os destaques no mundo da música vão muito além.
2012 foi um ano promissor ao chamado sertanejo universitário. Além da dupla Munhoz & Mariano (do Camaro Amarelo), Michel Teló, Paula Fernandes, Luan Santana, Gusttavo Lima, Victor & Léo, Jorge & Mateus... E mais uma enorme lista de artistas desse gênero deram o tom na música do Brasil dominando as paradas de sucesso.
Divulgação
Adele foi, sem dúvida, o maior nome na música mundial e nas rádios das terras tupiniquis. A qualidade da jovem cantora britânica que encanta pelo vozeirão foi catapultada pela força das novelas globais e “Someone Like You” e “Set Fire to the Rain” juntaram-se com “Rolling in the Deep” para encher a cabeça - e os corações - de muita gente.
Katy Perry, Rihanna, Coldplay e Maroon 5 souberam aproveitar bem os gradiosos shows que fizeram no Rock in Rio 2011 e colheram os frutos em 2012 deixando marcas. Maroon 5 foi ainda mais longe e decidiu trazer sua turnê ao Brasil. Coldplay até que anunciou shows para o início de 2013, mas cancelou em seguida, decepcionando fãs que aguardam ansiosamente a “Mylo Xyloto World Tour” que rendeu ao grupo britânico um dos mais belos shows do ano, registrado no material “Coldplay Live 2012”.
Taylor Swift e Lady Antebellum tiveram ainda mais espaço com seu “country romântico chique”. Demi Lovato chegou às rádios com baladas românticas, arrancou lágrimas de muitas garotas... Achou pouco e veio ao Brasil, para delírio dos fãs. Justin Bieber, apesar novos trabalhos, perdeu espaço para One Direction, uma boy band de pop britânico que tem feito muitas menininhas gritarem, como cheguei a ver uma menina pular e gritar espalhafatosamente numa loja ao encontrar o álbum dos rapazes.
Quantas vezes você esteve numa balada eletrônica e saiu sem ouvir Titanium?! Dificilmente ela foi esquecida em qualquer festa em 2012. A parceria entre David Guetta e Sai grudou na cabeça de muita gente.
Que o Brasil é um dos queridinhos dos grandes artistas internacionais, isso ninguém duvida. 2012 foi mais um ano de estrondosos shows por aqui. A primeira edição do Lollapalooza, realizado em São Paulo, trouxe Foo Fighters, Arctic Monkeys e Foster the People como destaque. Não é novidade, mas Sir. Paul McCartney esteve outra vez por aqui. A novidade ficou por conta de ter se apresentado pela primeira vez no Nordeste, com dois shows em Recife. Outro grande ícone da música mundial, Roger Waters trouxe o show conceitual “The Wall”.
Keane voltou ao Brasil, abrindo os shows de Maroon 5, e especula-se que tenha sido canal de reconhecimento para vir em 2013 com sua própria turnê e Noel Gallagher trouxe seu álbum solo. Jennifer Lopez até que tentou, mas parece não ter estado dentro das expectativas geradas pelo público em sua primeira passagem pelo Brasil.
O fim do ano, e talvez o maior destaque de 2012, é marcado pelo que podemos chamar de duelo pop. Madonna volta ao nosso país para apresentar seu mais recente trabalho em período próximo à primeira vinda do furacão Gaga. As duas recentemente passaram a trocar algumas farpas. Ambas capricham em figurino, cenário, polêmicas. Madonna tem uma vasta carreira de hits; Lady Gaga tem apenas dois álbuns, mas carrega uma legião de fãs indomáveis. Quem ganha o duelo? O cara a decidir entre as duas não serei eu!
2012 chega ao fim trazendo notícias de grandes espetáculos para 2013. O Rock in Rio já tem data marcada e nomes de peso confirmados, como o grupo britânico Muse. Outro Lollapalooza vem por aí. Outras grandes turnês também são esperadas. Vamos aguardar e os melhores nomes... E os menores preços também (só que não!).


Os 10 álbuns mais vendidos em 2012, de acordo com Media Traffic:
1. Adele – 21;
2. Taylor Swift – Red;
3. One Direction - Up All Night;
4. Lana Del Rey - Born To Die;
5. One Direction - Take Me Home;
6. Mumford & Sons – Babel;
7. Pink - The Truth About Love;
8. Justin Bieber – Believe;
9. Coldplay - Mylo Xyloto;
10. Maroon 5 – Overexposed.
 

2012 foi um bom ano para o cinema?!

Hollywood não tem do que reclamar. A Meca do Cinema Mundial está prestes a bater um novo recorde, contabilizando quase 11 bilhões de dólares de renda anual, de acordo com os últimos dados divulgados pelo site Hollywood.com na quarta-feira (26).

Grandes elencos, grandes atuações, ótimas direções!
Quais os maiores destaques do ano? Quais as principais apostas ao Oscar 2013?
Confira os filmes que despontam como favoritos e, pra variar, alguns ainda nem chegaram às terras tupiniquins:

Divulgação
1 – “Argo”, com direção de Ben Affleck, que também atua, é um dos mais cotados aos principais prêmios em 2013. A trama envolve a tentativa da CIA de retirar diplomatas de Teerã em 1979, durante crise entre os governos e a revolução iraniana. A produção ousada, bem narrada e uma sutil homenagem à Hollywood fazem de Argo um dos principais candidatos a melhor filme e marca a qualidade de Bem Affleck como grande cineasta, que também pode surpreender na categoria melhor diretor. O longa já está em cartaz do Brasil!

2 – “O Lado Bom da Vida”, dirigido por David O. Russel, é uma comédia romântica que pretende quebrar o paradigma de “oscarizar” apenas dramas. Jennifer Lawrence, conhecida pela atuação no lucrativo “Jogos Vorazes” é cotada à indicação de melhor atriz. Inicialmente, Anne Hathaway seria a triz, mas “Os Miseráveis” impossibilitou. O filme conta a história de um homem que tenta reconstruir a vida após sair de um sanatório onde buscou recuperar-se de uma depressão por ter perdido tudo. Uma das buscas de Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) e retomar o casamento, mas acaba conhecendo uma jovem que o faz mudar de planos e reconectar-se à vida. É uma das maiores apostas às principais categorias e só deve chegar ao Brasil em fevereiro.

3 – “Os Miseráveis”, baseado do clássico homônimo de Victor Hugo, é uma adaptação do musical da Brodway e conta a história de Jean Valjean (Hugh Jackman) que rouba um pão para alimentar sua irmã mais nova e acaba sendo preso. Depois de solto, ele tenta recomeçar a vida numa trama que envolve amor e a perseguição do inspetor  Javert (Russell Crowe). O drama se passa no contexto na Revolução Francesa e é dirigido por Tom Hooper, que recusou o comando de O Homem de Ferro 3 por causa d’Os Miseráveis e se consagrou em O Discurso do Rei. O elenco conta ainda com Amanda Seyfried (Cossete), Samantha Barks (Éponine), Anne Hathaway (Fantine), Eddie Redmayne (Marius), Sacha Baron Cohen (Monsieur Thenardier), Aaron Tveit (Enjolras) e Helena Bonham Carter (Madame Thénardier). O longa tem previsão de estreia no Brasil também para o início de fevereiro.

4 – “Django Livre”, dirigido e roteirizado por Quentin Tarantino, é protagonizado por Jamie Fox e tem no elenco Leonardo di Caprio, Samuel L. Jackson e Christoph Waltz. Fox vive Django, um escravo liberto que vive uma aventura cercada de assassinatos em busca de sua esposa, capturada no comércio humano. Para Django conseguir escapar com sua esposa, vive o dilema da independência e solidariedade, sacrifício e sobrevivência. Tem previsão de estreia no Brasil em janeiro.

5 – “Lincoln”, de Steven Spielberg, é baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, e é um tributo do renomado diretor a um dos mais respeitados presidentes americanos. O longa retrata a vida do ex-presidente durante os seis últimos meses de vida e a sua luta para o fim da escravidão no país, durante a Guerra de Secessão. É protagonizado por Daniel Day-Lewis (será que receberá seu terceiro Oscar de Melhor Ator?) e é um dos maiores correntes a Argo pelo Oscar de Melhor Filme. Também chegará ao Brasil em janeiro.

Os filmes que “correm por fora” e também podem chegar ao Oscar com forte concorrência são: “As Aventuras de Pi”, de Ang Lee, pode concorrer a Melhor Filme, Melhor Diretor e liderar as indicações técnicas, dado o show de efeitos de computação gráfica e um fabuloso tigre em 3D que recriam a história de dois jovens indianos que dividem um bote salva-vidas com vários animais de zoológico; “O Mestre”, apesar da qualidade que o despontaria como forte candidato, Joaquim Phoenix, protagonista, chegou a dizer que o Oscar era uma bobagem e a Academia não gosta de ser menosprezada!; “A Hora mais Escura”, de Kathryn Bigelow, mostra a caçada por Bin Laden com cenas de interrogatórios e torturas, repetindo um pouco da temática que a consagrou em “Guerra ao Terror”.
Correndo ainda mais por fora e podendo surpreender os produtores dos filmes citados está “O Hobbit – Uma Jornada Inesperada”. O sucesso de bilheterias dirigido por Peter Jackson que tenta repetir a dose de O Senhor dos Anéis tem corrido atrás de suas indicações a todas as principais categorias e tem contado com forte campanha publicitária da Warner Bros. O filme tem qualidades para estar entre os principais vencedores. O tempo é que é seu maior inimigo, ao ver seus concorrentes já consolidados na cabeça dos votantes.

Mas... E o Brasil?!
Para não perder a tradição, o Brasil ficou mais uma vez de fora dos indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Este ano o Governo enviou o nome de “O Palhaço”, de Selton Mello. A categoria, que ainda tem 9 pré-candidatos, de onde restarão 5, deverá ter uma forte disputa entre os franceses “Amor” e “Os Intocáveis”. “Amor”, que tem um enredo triste baseado na história de um casal envelhecendo, é o favorito e, em breve, traremos postagem sobre esse longa que vem sendo aclamado pela crítica em todo o mundo.

A 85ª edição do Oscar será realizada no Teatro Dolby, em Hollywood, no dia 24 de fevereiro de 2013 e até lá traremos maiores informações da corrida ao maior prêmio da sétima arte. Ficaremos sempre atentos a cada novidade e a Academia divulgará os indicados no próximo dia 10 de janeiro!

30 de dez de 2012

Hits da internet - Retrospectiva 2012



Pensando em uma retrospectiva dos acontecimentos mais marcantes na internet em 2012, quais teriam maior destaque? 

Claro que cada pessoa tem preferência por alguns fatos ou até mesmo nem ouviu falar de outros, mas procuramos fazer uma breve lista baseada em algumas divulgações sobre os links mais comentados e acessados na internet.

Há alguns dias, o Youtube listou os vídeos mais acessados do ano. Dos vídeos que fizeram sucesso mundial destacamos: 

Gangnam Style – Hit do rapper sul-coreano PSY. Alcançou a surpreendente marca de 1 bilhão de acessos. O vídeo já ganhou inúmeras paródias e versão até do elenco da série Glee (Fox).


Call Me Maybe – Clipe da canadense Carly Rae Jepsen.



Já no Brasil alguns dos vídeos de destaque foram:

Camaro amarelo - Munhoz & Mariano (Alguém do blog finalmente descobriu de onde veio a frase "agora fiquei doce, doce, doce..." :D).



Para nossa alegria - Sem comentários. Todo mundo ama.



Também surgiram algumas webcelebridades:

O mendigo de Curitiba ficou famoso por sua beleza não corresponder à situação trágica em que se encontrava (Acho isso preconceituoso, mas foi o que aconteceu) (E alguém aqui do blog acha ele parecido com o Chirs Martin... Será?). 

(Mendigo de Curitiba - Imagem Revista Época online)

(Chris Martin - Alguma semelhança? - Imagem The L Magazine)

Luiza ficou conhecida por causa de um comercial no qual citavam que a ausência da menina era porque ela estava no Canadá (Só eu que não aguento mais esse assunto?). 


Alguns memes surgiram depois de alguns fatos inusitados:

Nana Gouvêa fez um ensaio fotográfico nos locais destruídos pelo furacão Sandy nos EUA, o que causou revolta e também algumas piadas com montagens da “atriz” em outros momentos trágicos.

(Imagem do site Ego)

(Um dos memes criados por usuários - Uol Tecnologia)

A “restauração” da obra "Ecce Homo", por Cecilia Giménez. 

(Uol Tecnologia)
Então, o que acham desses destaques?

O Hobbit - Uma Jornada Inesperada


Quase 10 anos após o estrondoso sucesso do recordista em prêmios da Academia hollywoodiana de cinema, “O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei”, “O Hobbit” é o primeiro filme da trilogia que leva às telonas a obra literária de J.R.R. Tolkien que precede o consagrado O Senhor dos Anéis.

Após as especulações de que Guillermo Del Toro dirigiria o filme, o comando ficou mais uma vez por conta de Peter Jackson, que inovou gravando o filme em 48 frames por segundo e enfrentou batalha judicial iniciada em 2008 que quase cancelou a produção quando os herdeiros de Tolkien, falecido em 1973, ameaçaram impedir a liberação dos direitos autorais enquanto não recebessem o valor de US$ 220 milhões referentes aos filmes já realizados e não pagos pela New Line. Guillermo desistiu da direção devido aos constantes problemas financeiros da produtora e decidiu ficar apenas com o roteiro. Os problemas não pararam por aí e Jackson presenciou ainda uma revolta pela equipe técnica que reclamava da má remuneração, ou até mesmo falta dela, anúncios que soaram preconceituosos, ao buscar “atores com tom de pelo claro”, acabaram por barrar uma atriz de origem paquistanesa e demitir um membro do staff de direção. Para completar a turbulência, as gravações foram novamente atrasadas no início de 2011 quando Jackson foi internado às pressas com uma úlcera.

Passada a má fase, as filmagens começaram em de 20 de março de 2011 e duraram 14 meses, e eis que temos uma boa notícia aos fãs: estamos livres de imprevistos como esses que acontecerem há pouco, já que todos os filmes da trilogia foram rodados nesse intervalo de tempo! Inicialmente, o livro produziria apenas dois filmes. Entretanto, após o término das filmagens, o diretor Peter Jackson e a Warner Bros concordaram em redividir o material rodado em três produções. “O Hobbit: A Desolação de Smaug” será lançado em 2013 e “O Hobbit – Lá e de Volta Outra Vez” chegará aos cinemas em 2014.

A estreia mundial do longa de quase 3 horas de duração ocorreu no último dia 14 e tem levado uma legião de  fãs, sejam eles da obra de Tolkien, de Peter Jackson, da sétima arte... Para enfrentar salas lotadas e viajar mais uma vez à Terra Média.

Já devo ter falado em algum texto aqui que não sou muito fã de sair de casa para ver uma estreia muito aguardada e, apesar de até ter passado por minha cabeça a vontade de ir à estreia d’O Hobbit, aguardei por dois dias... O que não foi suficiente para cessar salas lotadas e pessoas assistindo devido “ao fluxo”, e denominando o filme de “O Órbit”. Vencidos os obstáculos das conversas, telefones, sacos de pipocas e até mesmo o cansaço deixado pelas primeiras cenas, estive diante de um dos mais bonitos filmes do ano.

O filme, com início cansativo, começa abordando o contexto em que se passará a história que leva à já conhecida aventura deslumbrada pelos fãs de Tolkien. Aos poucos, a lentidão do enredo dá lugar à velocidade das cenas de batalhas em momentos que nada deixam a desejar, comparando-se a’O Senhor dos Anéis. Acompanhamos Bilbo Bolseiro no começo de sua jornada ao lado de anões e elfos numa aventura envolvente.  A maneira contínua da narrativa dá a certeza de que a direção do filme não poderia estar noutras mãos.  A melhor atuação é de Andy Serkis, que interpreta Gollum, responsável por algumas das melhores cenas do filme. Melhor Fotografia, Melhor Roteiro Adaptado, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Direção e Melhor Filme são as principais apostas do longa para intimidar os concorrentes ao Oscar.

O Hobbit é um filme realmente projeto para ser visto nas telonas, em 3D, e com o deslumbramento digno para um diretor como Peter Jackson. Cada lugar (vide Valfenda) e cada movimento (vide as lutas) minunciosamente detalhados fascinam, o que não exclui a grandiosidade do enredo, apesar da fragmentação diante da obra literária. As quase três horas de duração e o começo lento podem tender ao receio em ir ao cinema assisti-lo, mas o desdobramento da narrativa e a beleza do filme deixam nos fãs da fantasia aquele gostinho de ficar sentado aguardando as próximas partes... E você até que fica, reluta a sair, mas encerrados os créditos finais e caindo a ficha que terá de esperar um ano, o jeito é voltar pra casa e rever a trilogia O Senhor dos Anéis.

28 de jun de 2012

Sem medo da chuva!

Sob forte chuva, Zé Ramalho subiu ao palco às 00h06min. Por uma hora e vinte minutos de espetáculo, desfilou os seus maiores sucessos, aquecendo a multidão que lotou o Parque do Povo e não se intimidou com a chuva que não queria cessar.

Ora nas canções românticas, ora nas mais dançantes, o público acompanhava o músico a todo o momento. O coro era ouvido nos versos mais populares do paraibano e braços surgiam frequentemente entre um espaço e outro num mar de guarda-chuvas logo no início do show. Em pouco tempo, paradoxalmente à chuva que aumentava, os guarda-chuvas diminuíram.

Como um mantra, num momento de homenagem ao músico Raul Seixas, Zé e multidão entoaram a perca do medo da chuva... E ela, por alguns momentos, foi embora.

O setlist sofre poucas mudanças a cada ano que o músico se apresenta no Maior São João do Mundo. Se São Pedro não ajuda, a repetição de canções consagradas na música popular brasileira não é nada. Assim como os astros internacionais que o influenciam, Zé mostrou energia de sobra e que sua obra não tem limite de geração. Música para todos... Filho, avô e pai.

Mais uma vez, o sertanejo eclético e único deixa Campina Grande aguardando a figura que mistura mitologia grega, ufologia, misticismo, Beatles, Bob Dylan, Pink Floyd, Raul Seixas e The Rolling Stones com a cultura nordestina e tem um vozeirão de fazer inveja a todos eles.

“Tá tudo mudando”, mas o que é bom permanece. Uma das maiores atrações do São João de Campina, Zé prova isso. Não é qualquer “melhor banda de forró (?)” que tem a magia de em plena quarta-feira chuvosa arrastar a multidão que nosso paraibano roqueiro arrochado consegue sem forçar muito o gogó ou precisar apelar à se(x/ns)ualidade.





SinaldoLuna

21 de mai de 2012

Só enquanto eu respirar...

 Sem horas e sem dores, respeitável público pagão, bem vindo ao Teatro Mágico...


O Teatro Mágico fez show único em Campina Grande no dia 11

À primeira vista, um grupo de músicos vestidos de palhaços, fazendo números circenses, recitando poesia e misturando ritmos, pode parecer muito bobo. 

No entanto, coisa mais linda se existe, não vi. Divido com vocês agora o que vi e vivi há semana, quando pude sentir a força que emana das músicas e apresentações d’O Teatro Mágico.

Vi uma trupe que não decepcionou as quase duas mil pessoas que foram vê-los. Mesclando as musicas do novo trabalho a “Sociedade do Espetáculo” com as já conhecidas e amadas por seus fãs, e levando-os ao delírio.

Vi um monstro de garras gigantescas tentando roubar a nossa paz durante a música “Amanhã... Será?” e o público levantando bolas brancas, crendo que, sim, “amanhecerá de novo em nós”, um tempo de paz.  Vi bailarina voando de saudade em meio a Quermesse.Vi malabarista brincar com fogo e cuspir fogo em nossa direção.  

E ouvi... Ouvi músicas de letras lindas, que nos motivam a fazer a diferença nesse mundo. “Milagres acontecem quando a gente corre atrás”, “ Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que  diz”, “mas tudo fica sustentado pela fé, na verdade ninguém sabe o que é”.

Ri das muitas graças que nossos músicos palhaços faziam enquanto nos prendiam a atenção por inteiro. Gargalhei quando Anitelli cantou o Funk do Japa.  Fiquei séria ao ouví-lo defendendo a “música livre”, fazendo crítica de gente grande à corrupção e pregando a arte livre ao alcance de todos. 

Senti que era parte da Trupe no momento em que Fernando e toda trupe disseram: “E agora com vocês... Vocês!” E um campestre repleto de vozes diversas cantou em alto e bom som: “Só enquanto eu respirar vou me lembrar de vocês, só enquanto eu respirar...”

Senti calor. Calor por toda aquela gente tão perto e calor humano quando estranhos me abraçavam chorando, porque entendíamos o que estávamos sentindo ali. A arte nas suas muitas faces: Circo, Teatro, Poesia e Música, nos mostrando o que o ser humano é capaz de fazer e quanto é capaz de emocionar.

Juliana Lira e Fernando Anitelli
Por fim, fiquei extasiada quando Anitelli pediu que calmamente sentássemos no chão e cantássemos junto a ele. Transformando um show, em que todos pulavam enlouquecidos e gritavam, em um luau. Vozes e violão... Cantamos realejo.

No fim, já rouca, cansada, com os pés doendo. Entendi que o que tínhamos compartilhado ali, era algo tão simples e ao mesmo tempo tão mágico que fizemos uma prece silenciosa para que logo se repetisse. Para que fossemos “bobos” todos os dias e que esse amontoado de gestos, linguagens, sons e lirismo nos preenchessem a vida.  Pois como disse Friedrich Nietzsche a arte existe para que a realidade não nos destrua”.


P.S: Sem mencionar a saga que foi pintar o rosto de palhaço. Sair ligando pra todos os hotéis de Campina Grande até descobrir onde a trupe estava hospedada e na recepção do hotel mais caro da cidade,falar com o recepcionista como se estivesse de cara lavada, para conseguir as fotos e os autógrafos sonhados, mas isso já é outra história...


Juliana Lira

Pulso Firme

Hoje não é mais uma barreira para eles, mas para conquistarem seu espaço na dança, dois estudantes de balé clássico falam que é preciso ter uma atitude firme diante do preconceito aos homens que se dedicam à arte vista como feminina.



Excelente opção para quem precisa perder peso, mas não gosta das atividades físicas como corrida, musculação e quer desenvolver a coordenação motora, musicalidade, expressão corporal e equilíbrio, sem dúvida, dançar é uma ótima opção.  

Muitas vezes a dança é usada como terapia e com o tempo é possível notar que os benefícios vão muito além do bem-estar físico, já que é uma atividade extremamente prazerosa, proporciona o desenvolvimento do equilíbrio, da autoconfiança, além do combate ao estresse. 

Ao começar a dar os primeiros passos de dança, a pessoa se desprende dos tabus, medos e preconceitos e aos poucos percebe a sua vida se transformar. É uma atividade física para todas as pessoas e não existe nenhuma restrição de idade e nem de qualquer outro tipo. Não existe um impedimento, já que os passos podem ser sempre adaptados às limitações físicas de cada um. 

Até aí tudo bem. Estamos falando dos benefícios da dança para o corpo e para a mente, em especial o balé clássico. Mas em algum momento passou pela nossa cabeça que para um homem que queira dançar balé as coisas não são tão bonitas quanto aparentam? 

Mas se os homens ganharam destaque logo no início do balé clássico, por que hoje existe tanto preconceito com os adeptos da arte de saltar e girar com musicalidade e classe? Quem nunca ouviu falar que um dançarino de balé já sofreu algum tipo de preconceito por deixar as “chuteiras de lado e aderir às sapatilhas”?  

O preconceito aos homens na dança infelizmente ainda é um assunto que permeia em nossa sociedade um tanto machista.  Talvez, por ter o título de “país do futebol”, ver homens dançando balé ainda causa aquela cara de espanto, ou então nem causa mais, já se torna taxativo: “é, ele deve ser homossexual”. Mas o que tem a ver a sexualidade com a vocação ou a escolha de um hobby ou profissão? Não seria a mesma coisa de dizer que futebol é só para homens?  

Em entrevista, os estudantes de balé clássico, André Leite e Erickson Canuto, do Studio de Dança Fernanda Barreto, falam sobre a escolha pela dança e como lidam com a questão do preconceito. 


Porque vocês começaram a fazer balé?  Vocês tiveram alguma influência por parte da família e/ou amigos

André Leite: Eu não fui influenciado por ninguém. Sempre admirei e quis fazer.  Eu sempre dancei. Antes eu dançava street dance, coreografia, mas sempre admirei o balé pela disciplina e elegância. Há quatro anos, senti  o desejo de fazer balé, mas não surgiu oportunidade. Mas aí há mais ou menos nove meses eu conheci o Studio Fernanda Barreto através de uma amiga e desde então eu pratico. 

Erickson Canuto: Eu nunca tive influência de ninguém, mas sempre dancei em grupos de coreografia, sou artista circense, faço acrobacias de solo, malabarismo, clown, trapézio, tecido aéreo, entre outros. Nunca procurei o balé, mas conheci André e ele me falou do Studio. Demorei dois meses ainda para decidir por entrar porque eu dava aulas de teatro no SESC Campina Grande. Mas acabei entrando e estou a dois meses estudando. 


Vocês sofrem ou já sofreram algum tipo de preconceito por serem homens e dançar balé? Como vocês encaram esse assunto?  Existe mesmo esse preconceito?

EC: Falar de preconceito nesse aspecto é muito amplo. Amigos, família, namorada, todos se tornam preconceituosos. Minha mãe não deu nenhum apoio. O preconceito com homem no balé é intenso, assim como para a mulher que faz street dance, por exemplo.  Antes não tinha esse preconceito. O balé na verdade, originou-se com homens. Mas com o passar do tempo foi sendo dominado por mulheres. Sempre existe, em qualquer profissão, o heterossexual e o homossexual.  O que acontece é a generalização disso: “se um é homossexual, todos são”.  O balé não é feminino nem masculino, é uma dança que pode ser estudada por qualquer um. Não deve existir o preconceito porque para se formar um conceito é necessário ter vivência ou experiência em alguma teoria comum à base sólida, e o preconceito é exatamente o oposto, é um conceito sem fundamento.  Quando a gente encara esses questionamentos de frente, a positividade do balé vai se construindo, as pessoas vão assimilando a ideia. Já levei amigos a pensarem em fazer balé. 

AL: Eu sofri muito preconceito no início, tanto por parte da família quanto dos amigos. Antes de fazer balé, eu fazia jiu-jitsu. Quando saí para dançar, os caras simplesmente começaram a me recriminar. Me chamaram de gay, porque não conseguem ter a mente aberta... Um cara é heterossexual se faz jiu-jítsu, mas se passa a fazer balé vira homo? Fiquei muito chateado com meus amigos, algumas vezes perdi a paciência, mas com o tempo, notei que era infantilidade deles, e por isso comecei a me impor e parei de me lastimar. Recebi muito apoio das minhas colegas bailarinas também, porque no começo só havia eu de homem na turma.  Gosto de fazer o contrário do que dizem que é certo. Não vou pela maioria. Se eu gosto e vejo que não tem nada de ruim, então eu faço. Hoje as pessoas apoiam, porque consegui impor respeito. Coloco fotos do grupo nas redes sociais, antes de sair de casa, twitto: “indo para o balé”!...(risos) e me orgulho de dizer que sou heterossexual e faço balé. Não faço escondido de ninguém. Mas também há o outro lado do preconceito: se o homem entra no balé, ele tá lá para “pegar mulher”. Parece que nunca se entra pela paixão da obra. De uma forma ou de outra, você nunca vai agradar a todos. O preconceito é até mesmo uma questão cultural. Por exemplo, em Joinville é comum você fazer balé e o público se interessar em assistir a uma apresentação. Já aqui, uma pessoa não quer dar dez reais por uma apresentação de balé, mas gasta trinta reais num show de forró. 


Qual a importância do balé na sua vida? 

AL: Eu já dancei muita coisa. Não comparo nada ao balé. Realmente me identifiquei. É o que quero para mim. Amo balé e estar lá dançando é tudo para mim... Quero fazer até não poder mais. Quando eu coloco o breu na sapatilha e entro no Studio, é maravilhoso. Baryshnikov disse que toda vez que ele dançava não queria superar a ninguém e sim a si próprio. Não é assim na dinâmica dos esportes. Você compete para ser melhor do que os outros. No balé, eu luto comigo mesmo, tento me superar a cada dia. Eu não sei se um dia vou me tornar um profissional, mas vou lutar para isso.  Trago o balé para minha vida porque eu aprendo disciplina, determinação, concentração, comprometimento.  É necessário tudo isso para atingir a perfeição que o balé exige. 

EC: A importância do balé para mim vem carregada pela atmosfera circense. Hoje eu não tenho o objetivo de me tornar profissional... Mas, como dizia o dramaturgo Augusto Boal: “tudo o que você fizer, faça para ser o melhor”. Tudo o que você faz te torna mais digno. O balé serve até como tratamento para um problema de coluna que tenho. Quando penso na importância do balé, imagino a base de uma casa que sustenta toda a estrutura. O balé serve como base para melhorar minha arte circense.  A dança ajuda em tudo.  “Dançar é viver, então viva dançando!”.  


Renata Duarte

8 de mai de 2012

Vivendo Do Ócio

A banda baiana Vivendo Do Ócio fez sua primeira apresentação em Campina Grande no último dia 29, no Pub 10 - antigo Bronx Bar. Aproveitamos e fomos falar com esses caras que tocam muito e onde passam fortalecem o trabalho com muita música de qualidade. Falamos com Jájá Cardoso - o roqueiro que sabe dançar forró (vocal e guitarra), Luca Bori (baixo e vocal) o atencioso e Dieguito Reis- o mais falante- (baterista). 

Skarllety Fernandes e a banda
Em um verdadeiro bate papo descontraído, indagamos como foi para eles, ontem estarem tocando apenas como uma banda de amigos e hoje estarem fazendo disto seu trabalho.  Todos eles sempre estiveram em contato com a música, em diferentes bandas e quando se juntaram para formar a VDO, à proporção que ela ganhou pegou todos integrantes de surpresa, como destacaram Jájá e o Dieguito. “A partir de 2009, encaramos com um ritmo de trabalho e isso fez que todos largassem tudo e fossem viver da música.”

O primeiro CD da banda “Nem sempre tão normal”, que lançou os meninos para o mundo - diga-se de passagem, que o público de Campina Grande sabe todas as faixas, o que impressionou Dieguito no final do show - é diferente do “Pensamento é um ímã”, álbum recente, onde mostra o amadurecimento e união ainda maior do grupo.

Jájá e Dieguito: “Com a mudança para São Paulo, passamos a morar juntos, isso altera no processo de composição e quando lançamos o primeiro cd a nossa cabeça era outra e com o tempo vamos amadurecendo. É natural que nossas músicas passem por isso”.

E em relação ao processo de composição das músicas os meninos disseram que hoje eles possuem a tática de separar ideias.

Jájá: “Às vezes tenho a ideia, anoto e deixo em um lugar, falo com um dos meninos, eles já pensam na melodia, dão sugestões nas letras, complementam e quando temos tempo, em conjunto, formamos a música”.

Dieguito acrescenta que nesta nova forma de divulgar músicas em internet, eles sofrem pressão. É a demanda por clipes, músicas, informações que chegam uma hora que eles se apressam pra compor. Ele nos confessou que o grupo já está pensando em seu novo cd.

Foto: Divulgação
Em três anos, a banda possui seis clipes e nesta “Tour do Sol VDO 2012”, eles estão registrando tudo com sua câmera pessoal para uma produção de um documentário de suas passagens. Para essas imagens, teremos Jájá, que no começo da entrevista dançou forró comigo e ainda acrescentou: “Nem todo roqueiro é robô!”, brinca o músico.

Recentemente, eles fizeram um show com a banda Os Mamelungos, de Recife, em São Paulo, que, como eles, são nordestinos e trazem influências regionais em suas músicas. A VDO nos contou que no primeiro cd eles tinham medo de por essa regionalidade em suas músicas por não saber se iria ser bom pra a banda, se as pessoas iriam gostar. Mas neste segundo CD está explicito as suas raízes que vem do sotaque da voz e as músicas. Dieguito nos especifica lembrando as faixas “O mais clichê” e “Nostalgia”, que mostram claramente o que sempre existiu em suas músicas.

Entrar em um mundo fonográfico, onde passam a ter visibilidade nacional e internacional com a parceria de uma gravadora, às vezes faz com que as bandas percam sua identidade, mas de acordo com o Luca, “Depende muito da gravadora e da banda. Nós não sentimos isso quando entramos na gravadora. Ela sempre nos deixou muito livre para trabalharmos e o nosso produtor também”.  Dieguito complementa, “A banda não é só a música... É a banda. Então, para que se passe a mensagem que ela pretende, ela tem que viver e ser ela, independente da gravadora”

Conversar sobre música com quem a faz é satisfatório e foi quando conhecemos as influências nacionais da VDO, que escutam de tudo um pouco e muita coisa, fica impossível listar todas as referências que eles contaram, mas Raul Seixas, Novos Baianos, Nação Zumbi, Lirinha, Ponto de Equilíbrio, Legião e os gostos individuais como, por exemplo, do Jájá que curte muito ouvir Bossa nova e Samba fazem parte desse menu. Percebemos que os meninos não brincam com o trabalho! Dieguito nos confessou que quando estavam vindo para a Paraíba ouviram muito Luiz Gonzaga.



Skarllety Fernandes

6 de mai de 2012

Séries de Livros

Na reestreia dessa sessão sobre literatura, temos algumas novidades!


Primeiro, queremos saber: quais livros vocês gostariam de ler resenhas aqui no blog? A nossa ideia é publicar semanalmente resenhas de livros indicados pelos leitores. A ordem de publicação dependeria de alguns fatores: 1- livros que a equipe do blog já tenha lido; 2- livros disponíveis em Campina Grande ou João Pessoa; 3- Tempo de entrega das lojas virtuais; 4- O tempo de leitura, nosso objetivo é que seja o mais rápido possível.

A outra novidade é que estamos planejando complementar o espaço sobre literatura com o sorteio de livros. O regulamente será publicado em breve!

E antes de fechar essa publicação, queremos pensar um pouco sobre esse fenômeno das sagas literárias. Estamos cientes que não é algo novo. A forma seriada de literatura existe lá da época dos folhetins (e até antes disso), em que alguns autores publicavam suas histórias divididas em partes nos jornais, revistas, etc. Mas não podemos negar que ultimamente esses livros estampam as prateleiras das livrarias e figuram nas listas dos mais vendidos. Dessa forma, pensamos em fazer um breve brevíssimo panorama das sagas que lemos ou já conhecemos as histórias. E esperamos começar a publicar as resenhas muito em breve.

Mas qual é o critério para classificar livros em série? Continuação da história? E se tivermos os mesmos personagens, mas com um enredo novo? Resolvemos considerar tudo isso!

Um dos grandes sucessos da atualidade, do escritor George R. R. Martin, Crônicas de Gelo e Fogo, já teve cinco livros publicados mundialmente e quatro no Brasil: A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis e A tormenta de espadas e O Festim dos Corvos. Também podemos acompanhar a versão para TV da HBO, ganhadora de prêmios como Emmy e Globo de Ouro.

Sobre a temática dos vampiros, algumas com lobisomens e outros seres sobrenaturais, uma das séries mais conhecidas tem como um dos personagens principais Lestat de Lioncourt. Trata-se das Crônicas Vampirescas da escritora norte-americana Anne Rice, Entrevista com o Vampiro, primeiro livro da série, foi lançado no Brasil em 1994.

De alguma forma, a história de Edward e Bella invadiu as nossas vidas, seja pela leitura dos livros, os filmes ou o bombardeio da mídia nesses últimos anos. A série Crepúsculo,de Stephenie Meyer, conta com cinco livros publicados. Outras séries no universo vampiresco: particularmente, gostamos mais Sookie Stackhouse, Os Diários do Vampiro, A Irmandade da Adaga Negra.
                                   
Em As Brumas de Avalon, temos as histórias dos personagens do ciclo arturiano, Lancelot, Guinevere, Morgana, Merlin, Rei Arthur, contada a partir do ponto de vista das mulheres. A Senhora da Magia, A Grande Rainha, O Gamo-Rei, O Prisioneiro da Árvore são os livros que compõem essa saga da escritora Marion Zimmer Bradley.

Há que diga que a saga Fallen, Lauren Kate, é a versão com anjos de Crepúsculo. Se isso é positivo ou negativo, depende de cada um. Mas não podemos julgar tanto assim sem ler, não é mesmo? O que sabemos é que existem muitas críticas positivas e que o primeiro livro da série figurou entre os best-sellers da lista do The New York Times.

Percy Jackson & Os Olimpianos, já ouviram falar? Quem não acha interessante as lendas da mitologia grega?  Os deuses, semideuses, heróis que já fizeram parte de vários livros da literatura universal agora estão presentes numa nova versão escrita por Rick Riordan que juntou esses personagens mitológicos, ambientados no século XXI, com jovens heróis contemporâneos.

Um dos personagens mais conhecidos da literatura mundial, Sherlock Holmes, apareceu pela primeira vez no livro Um Estudo Em Vermelho de Conan Doyle, no final do século XIX. Além de quatro romances, o personagem ainda aparece em mais de 50 contos. Sobre as versões para outras mídias, Sherlock Holmes é recorrente em filmes, quadrinhos, desenhos e, recentemente, em uma série de TV da BBC, chamada Sherlock.

Mais algumas séries de livros (títulos das versões publicadas no Brasil):

Os Sete, André Vianco
A Torre Negra, Stephen King
O Círculo Secreto, L.J. Smith
As Crônicas de Nárnia, C.S. Lewis
As Crônicas do Rei Artur, Bernard Cornwell
A Busca do Graal, Bernard Cornwell
Crônicas Saxônicas, Bernard Cornwell
O Diário da Princesa, Meg Cabot
Desventuras em Série, Lemony Snicket
A Espada da Verdade, Terry Goodkind
Gossip Girl, Cecily von Ziegesar
Harry Potter, J. K. Rowling
Os Heróis do Olimpo, Rick Riordan
Hercule Poirot, Agatha Christie
It Girl, Cecily von Ziegesar
Os Imortais, Alyson Noël
Jogos Vorazes, Suzanne Collins
Millennium, Stieg Larsson
O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien



Kislana Rodrigues