30 de abr de 2012

Você conhece o Bazar do Desapego?

Quem nunca comprou uma peça de roupa ou sapato ou qualquer outra na qual olhou e disse: “Me arrependi, foi impulso mesmo!”? Geralmente, essas peças ficam guardadas por anos no seu guarda-roupas e nunca servem pra nada porque você nem usa, nem tem coragem de dar a alguém (afinal, você gastou seu dinheiro com aquela coisa, não é?). Bem, foi pensando nisso que a publicitária Emmanuela Melo, 24 anos, que atua na área de mídias digitais, resolveu criar uma página no Facebook, o Bazar do Desapego.

Emmanuela Melo

Atualmente, contando com mais de dez mil membros e destinado a qualquer pessoa que queira desapegar-se de algo que não usa como roupas, sapatos, eletrônicos, veículos! De uma forma segura, e até divertida, o Bazar do Desapego foi criado no dia 11 de fevereiro deste ano. Uma das principais razões para Emmanuela tomar a iniciativa, foi o fato de não precisar pagar frete na entrega dos produtos, o que geralmente não acontece em outros bazares. “Eu participava de outros bazares na internet, mas sempre esbarrava no problema do frete que, na maioria das vezes, não compensava a compra do produto. Então, eu pensei: vou montar meu próprio bazar e convidar minhas amigas... e deu certo.” explica Emmanuela.

E deu certo mesmo. A publicitária confessa que não havia nenhuma pretensão de alcançar um grande público de início, mas foi exatamente isso o que aconteceu com seu projeto: “... ele foi crescendo de uma forma inimaginável para mim e eu acabei tendo que traçar algumas metas, e ele está superando minhas expectativas. Abrimos também o Bazar do Desapego - Patos e Bazar do Desapego - João Pessoa. Estamos estudando a possibilidade de abrir um espaço físico para que os usuários tenham onde provar suas peças.”

Não só destinado às mulheres e de uma forma bem simples, a página disponibiliza um manual de instruções para as pessoas que queiram participar. Para anunciar, basta o vendedor postar a foto em um álbum correspondente à categoria do seu produto – calçados, acessórios, artigos infantis, entre outros – e ir combinando com os interessados para provar e/ou ver os produtos e então a venda é concretizada via inbox (mensagem).

Emmanuela também conta com uma equipe para ajudá-la na administração do perfil que tem dado todo suporte para poder alcançar seus novos objetivos. “... mês passado lançamos uma ferramenta de venda online, o bazzar.bz, onde os usuários do Bazar do Desapego podem cadastrar seus produtos para venda parcelada, recebendo o valor completo 30 dias após a venda, não importando em quantas vezes o comprador divida.”


Com excelente organização, o grupo, que foi criado com o objetivo de favorecer a algumas poucas pessoas, tem inevitavelmente favorecido um público muito maior que o esperado e hoje serve considerável parcela de pessoas interessadas em compras pela internet dando oportunidade de o membro obter produtos que quis comprar, mas não achou, ou não tinha “aquela grana” na hora. E se você gostou da ideia e também tem interesse em adentrar nesse novo mercado virtual da cidade, basta se tornar membro do grupo no Facebook e aproveitar as mais variadas ofertas de todas as categorias disponíveis.



Renata Duarte

26 de abr de 2012

Titanic 3D, procura-se quem já assistiu!


A história do naufrágio do transatlântico RMS Titanic já foi representada algumas vezes no cinema, mas nenhum filme obteve tanto sucesso e reconhecimento quanto a versão de 1997 do diretor James Cameron. Nesse filme não é apenas retratada a tragédia do verdadeiro navio, também acompanhamos o romance, bem no estilo shakespeariano, entre Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) e Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet). Juntando a trilha sonora cativante e o espetáculo de efeitos especiais, temos aí a receita para o sucesso que conquistou milhares de espectadores por todo o mundo.



Titanic estreou no Brasil em 1998 e rapidamente tornou-se o assunto mais comentado por um bom tempo. Leonardo DiCaprio virou, em pouco tempo, o queridinho entre meninas, nada fácil numa época dominada pelos Backstreet Boys. Kate Winslet já tinha algum reconhecimento, principalmente pela participação em um filme de sucesso, Razão e Sensibilidade (1995), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.

O filme tem duas partes bem marcadas, na primeira, focada no romance, observamos os detalhes da recriação do navio, o figurino impecável, a trilha sonora agradável. Depois somos atingidos por uma atmosfera de tensão, ação e um show de efeitos especiais. Outro momento de empolgação foi a premiação do Oscar, com 15 indicações , Titanic levou 11 dos prêmios: direção de arte, fotografia, figurino, efeitos sonoros, efeitos especiais, edição de som, som, trilha sonora, canção original , direção e filme. Agora em 2012, no centenário da tragédia, o filme foi relançado nos cinemas após ser remasterizado e convertido em 3D.


A dificuldade para ver esse filme já era um pouco esperada, por causa do lançamento em um número restrito de salas e as outras estreias, principalmente em 3D, de filmes muito aguardados e comentados, como “Os Vingadores”.


Mas antes de amaldiçoar para sempre o filme, quero pensar os motivos que vão fazer justamente o contrário: viajar horas e horas em busca de um cinema que esteja exibindo-o. Também não tenho intenção de dizer se vale a pena ou não, só quero considerar alguns pontos:

- O talento e perfeccionismo de James Cameron. Quem já viu os outros sucessos, como Aliens, True lies, O exterminador do futuro, lembra-se de como o diretor nos surpreende e, mais recentemente, o aclamado e premiado, Avatar mostrou como o 3D nem sempre será decepcionante;

- Se você amou o filme nos anos 90, e por algum motivo não viu nos cinemas, cantou muito My heart will go on e a versão em português de Sandy e Júnior, Em Cada Sonho (O Amor Feito Flecha), inclusive usou essas músicas para os seus amores de infância e adolescência, platônicos ou não;

- É fã dos atores Leo DiCaprio e Kate Winslet que, desde o sucesso mundial por Titanic,  juntam atuações incríveis e também inesquecíveis.

- Tem curiosidades sobre a história do naufrágio e pelo cinema 3D.

Então, alguém aí já conseguiu assistir o filme Titanic 3D? Pois eu não!  Diferentemente de 1998, eu não estou muito entusiasmada e acredito que vale a pena refletir um pouco sobre isso, já que também está acontecendo com muitas das pessoas que andei conversando esses dias.

Quais serão os motivos dessa falta de interesse? Experiências insatisfatóriascom filmes nesse formato 3D? Ou esse repúdio ao filme que alguns grupos (intelectuais?começaram a propagar e começamos a reproduzir em larga escala?


Por fim, só quero lembrar que não devemos nos deixar levar tanto pelas tempestades de comentários negativos caindo diretamente nas nossas cabeças. Sempre vale a pena conferir um bom filme de um bom diretor.


Kislana Rodrigues

25 de abr de 2012

CAMPINA, GRANDE DEPRESSÃO: FALANDO SÉRIO, CONTANDO PIADA

Particularmente, me atrai a atenção essa maneira mais relax de encarar os transtornos. Essa postura, aplicada de forma inteligente e enérgica, tem gerado uma reação de inconformismo positivista diante de situações muitas vezes, eu diria, “chatas”, que tornam as coisas tão rotineiras e sem entusiasmo.

Está cada vez mais aceitável, e popular, a ideia de se fazer críticas ou sátiras da realidade por meios de redes de comunicação “super-sociais” como Twitter e Facebook. Partindo desse pressuposto, não poderia deixar de abordar o assunto da nova moda das “depressões” que tem surgido para fazer reclamações de forma divertida.

Semana passada, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco a figura do criador do perfil social UEPB da Depressão, o qual obteve muito sucesso. E nesse embalo não poderia deixar de abordar outro perfil que tem muita repercussão no público especialmente da cidade de Campina Grande e é até mesmo um referencial para outros perfis com o mesmo intuito.

Começando primeiramente no Twitter no dia 6 de julho de 2011, logo após o sucesso do perfil @sj_depressao (São João Depressão), este, sendo iniciativa de dois amigos para fazer piadas com coisas que acontecem no Parque do Povo durante o período de São João, trazendo divertimento às pessoas da cidade que vivenciam sempre as mesmas situações durante o mês de junho, surgiu o @cg_depressao (CG Depressão), que foi sugerido pelo próprio público ao ser questionado sobre a continuidade da ideia após o término das festividades. “Depois, quando o São João acabou, nossos seguidores queriam que nós continuássemos com toda a ‘presepada’ e fizemos uma enquete sobre o que deveríamos fazer. Quase mil pessoas votaram e a escolha foi criar o @cg_depressao, com 99% de votos a favor”, revela um dos criadores, Dhyego Herbert Gama, 25 anos, que é formado em Ciência da Computação pela UFCG e atualmente trabalha como analista de sistemas. Com o grande crescimento da rede Facebook, ele e a amiga que é fã de tecnologia e redes sociais, Camila da Silva Pascoal, 21 anos, estudante de Ciência da Computação na UFCG, decidiram criar a Fan Page Campina Grande Depressão.



Altas temperaturas em Campina Grande e a superlotação no transporte
coletivo, a exemplo do 333,  tem sido destaque do perfil.

O perfil no Twitter e a Fan Page no Facebook contam respectivamente com quase 4 mil seguidores e mais de 12 mil fãs e há ainda planos para a criação de um blog. “Estamos trabalhando no desenvolvimento de um blog para organizar as postagens, já que a Fan Page não comporta a questão de busca de postagens”, declara Camila. Inicialmente, a maioria das postagens era de situações vividas pelos próprios criadores. Utilizando Memes e montagens, procuravam descrever essas situações do dia-a-dia de maneira divertida e engraçada e como muita gente acabou se identificando, de uns tempos pra cá, grande parte das publicações é enviada pelos seguidores e fãs, através de e-mail ou da própria Fan Page no Facebook. “Além da leseira criativa oriundas de mim e de Camila...(risos)...os nossos seguidores e fãs sempre lembram de nós quando vem algo engraçado ou algo sobre o qual uma crítica possa ser construída. Nós devemos o nosso sucesso a todos nossos seguidores e fãs!”, comemora Dhyego.

Dhyego Gama
Com muito bom humor, o Campina Grande Depressão faz críticas, sátiras e denúncias de situações do cotidiano do campinense, o que tem recebido grande valorização da parte do público e que o torna um perfil cada vez mais popular e com repercussão jamais esperada pelos seus idealizadores. Claro que existem os que não se agradam da iniciativa por não enxergarem a partir de uma interpretação bem humorada, mas os próprios fãs se encarregam de mostrar o ponto de vista cômico das páginas.

Camila Pascoal
Todas as postagens são feitas com muito tato para não gerar confusões, mesmo tratando-se de humor, pois algumas pessoas podem levar as críticas a sério. Mas nunca perdendo seu referencial, os autores conseguem expressar os descontentamentos inerentes aos cidadãos campinenses por meio da piada: “A parte cômica da história é apenas um algo a mais para que eles também gostem do trabalho que a gente faz, e no final das contas somos todos campinenses que amam a cidade, que sabem lidar com as situações comuns a todos no dia-a-dia de forma muito bem humorada”, finaliza Camila.

Acesse o Campina Grande Depressão:

Twitter: https://twitter.com/cg_depressao
Facebook: http://www.facebook.com/cgdepressao
                                                                                                                            
Renata Duarte

23 de abr de 2012

Macca leva o Brasil ao Recife

A capital pernambucana viveu um final de semana agitado. Abril Pró-Rock, Chico Buarque, Cirque du Soleil, homenagem a Luiz Gonzaga e... Paul McCartney.

Uma das filas para o show do sábado


O músico inglês se apresentou pela primeira vez no Norte-Nordeste do Brasil e arrastou uma multidão de quase 100 mil pessoas para o Estádio do Arruda em duas noites de shows. No sábado, dia 21, e no domingo, 22.

Fui ao show do sábado. Cheguei por volta das 16h00min, peguei a fila que se estendia por volta de parte do anel do estádio e, observando a ansiedade de todos ao redor, aguardei por mais de duas horas a abertura dos portões.

Nas filas e dentro do estádio se via um público diversificado. Famílias inteiras ali para assistir um Ex-Beatle. Avós, filhos e netos cantavam e vibravam a cada música durante quase três horas de show... E o Sir esteve longe de atrair apenas famílias inteiras de terras “recifianas” e pernambucanas. Macca tratou de levar uma legião de fãs de todo o país e o que já era evidente nas filas, arquibancadas e pista, foi ratificado quando o músico convidou ao palco algumas mulheres que disseram ter vindo de São Paulo, Manaus, Curitiba...

Encontro de estados antes do espetáculo
Mas o amor pelo membro de maior sucesso – ainda em atividade – do Fab Four ainda consegue mais. Formado em 1998 num grupo de email, dezenas de amigos de todas as regiões do país se divertem e trocam um pouco do sentimento pelos Beatles e passaram a acompanhar Paul no Brasil e em países vizinhos. Para os shows em Recife, vieram poucos membros dessa rede, conta a jornalista Anna Guirro. “Desta vez, estamos num número de 30 pessoas”, conta a cearense que mora em São Paulo. Com Anna, vieram pessoas da Bahia, Rio de Janeiro, Pará, Minas Gerais, Ceará... Espalhadas por todos os setores do Arruda. 

Pelo terceiro ano consecutivo em passagem pelo Brasil, Paul traz muita alegria ao grupo que já chegou a reunir cerca de 200 pessoas. “Foi no primeiro show do Morumbi, em 2010. Foi o nosso primeiro show e conseguimos reunir essa quantidade enorme de fãs”, conta a jornalista, que assiste ao sexto espetáculo do músico. Questionada sobre qual o melhor show que já esteve, Anna compactua com os amigos que aquele do Morumbi foi o mais emocionante por todo o contexto, disse que cada espetáculo é único, mas, sem dúvida, o melhor setlist veio de Recife.
Anna Guirro (segunda), Ricardo Libertini (último) e mais membros da rede

Lamentando não poder ficar para o domingo por questões de trabalho, apesar da compra do ingresso, Anna deseja um ótimo show ao amigo, e também membro da rede, Ricardo Libertine. O ator carioca esteve na arquibancada no sábado e no domingo caiu na pista para cantar e pular com o artista pela oitava vez!

Apesar do caldeirão de estados presentes e o clichê apaixonante de artistas internacionais levantarem a bandeira do Brasil, Paul massageou o ego dos donos do pedaço e fez tremular a bandeira de Pernambuco. Salve a terra de Luiz Gonzaga. Povo arretado!

Paul segura bandeira de Pernambuco
Anna Guirro e Paul McCartney

Na quarta-feira (25), Sir Paul se despede do Brasil fazendo, também pela primeira vez, show em Florianópolis. 

Sinaldo Luna

22 de abr de 2012

Paul, arretado!

Ex-Beatle se apresentou pela primeira vez no Nordeste para uma plateia de 60 mil fãs de todo o Brasil.

Estádio José do Rego Maciel - Mundão do Arruda

Seguindo – quase – à risca a pontualidade inglesa (show previsto para 21h30min, teve início às 21h35min), Paul McCartney esbanjou simpatia e cordialidade, dignas de um verdadeiro Sir, durante quase três horas de show. Energia foi o que não faltou ao músico de 69 anos que, com exceção dos dois bis, não parou um só momento para descansar ou beber água, apesar do calor de quase 30° que o fez suar.

No gramado e nos anéis do “Mundão do Arruda”, uma plateia vinda de todas as partes do país assistia ora barulhenta, ora silenciosa ao espetáculo que mesclou um setlist vibrante e também romântico.  A mistura que era vista não só por mera localidade geográfica, mas também pela quebra do conflito de gerações, ganhou elogio do astro da noite. “Povo arretado!”, disse Paul, algumas vezes entre uma música e outra. No geral, arretado mesmo foi Paul. A multidão fez bonito, em alguns momentos, como ao dançar imitando a coreografia cômica do baterista Abe Laboriel Jr. durante “Dance Tonight” e os flash mobs, quando o público da pista Premium usou máscaras dos Beatles e placas escritas “NA”, cantando “Hey Jude” em coro. Mas, o povo arretado deixou ainda cair um pouco na dispersão quando o setlist tendia aos álbuns mais recentes do músico.

Paul homenageou os companheiros de outrora: cantou a música “Here Today” para John Lennon, “Something” para George Harrison, e ainda improvisou “Yellow Submarine” citando “Ringo”. O público aplaudia e cantava em cada homenagem, mas a grande explosão, literalmente, veio durante a performance de “Live And Let Die”, quando um show pirotécnico iluminou o céu da casa do tricolor pernambucano.

O público “recifano”, como disse Paul, vibrou ainda mais ao ver o Sir agitar uma bandeira de Pernambuco e ainda assistiu a música “The Night Before”, dos Beatles, ser executada pela primeira vez no Brasil.

O show contou com quase 40 músicas e foi encerrado com o medley de clássicos do “Abbey Road”: Golden Slumbers, Carry That Weight e The End. De acordo com a jornalista Anna Guirro, foi um setlist impecável. “Só não foi o melhor show que vejo dele pelo quesito emoção. Porque senti falta de alguns amigos por perto, mas foi um repertório impecável. Paul realizou meu sonho de ver essas três últimas músicas sendo tocadas em sequência. Foi lindo!”, disse emocionada a paulista que veio ao Nordeste exclusivamente para assistir ao seu sexto show do Ex-Beatle.

A saída – muito – lenta do Mundão do Arruda trouxe a certeza de que, sim, valeu a pena. Um show para ficar na memória. Desde crianças até aqueles que as acompanhavam... Pais, avós. Desde aqueles que esperaram a vida inteira para ver um ex-membro do “Fab Four” pela primeira vez até aqueles que o acompanham sempre em passagens pelo Brasil.

E em minha memória ficarão, além da simpatia e irreverência de um dos maiores mitos da música mundial, as perfomances emocionantes de “Blackbird” e “Yesterday” e ao ar pueril e apaixonante de “Ob-la-di, Ob-la-da” e "All My Loving”. Não se render às cenas dos Beatles alegres e vibrantes nos telões, enquanto Paul, sozinho, canta no palco, é impossível. Carpe Diem!


Sinaldo Luna

Paul McCartney - 21/04 / Recife - Setlist:
Magical Mystery Tour
Junior's Farm
All My Loving
Jet
Got To Get You Into My Life
Sing The Changes
The Night Before
Let Me Roll It
Paperback Writer
Long and Winding Road
1985
My Valentine
Maybe I'm Amazed
Things We Said Today
And I Love Her
Blackbird
Here Today
Dance Tonight
Mrs. Vanderbilt
Eleanor Rigby
Something
Band On The Run
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back In The USSR
I got a felling
A Day In The Life
Let It Be
Live And Let Die
Hey Jude
Lady Madonna
Day Tripper
Get Back
Yesterday
Helter Skelter 
Golden Slumbers/Carry That Weight/The End

20 de abr de 2012

UEPB da Depressão: "Toda brincadeira tem um fundo de verdade!"

É sempre tão chato falar dos problemas que nos rodeiam principalmente os de cunho social, institucional ou aqueles em que muitas vezes nos vemos de “mãos atadas” quanto à resolução, não é mesmo? Nem sempre.

Fazer sátiras de uma realidade um tanto tensa pode ajudar a considerarmos os empecilhos sem deixar que eles nos impeçam de expor nossa opinião com medo de retaliações. E se for falar de questões como falta de infraestrutura, financiamento, recursos, que são termos pesados, principalmente se estiver considerando uma instituição pública à qual ironicamente pertencemos (pra quem ainda não entendeu, a nossa universidade), essa visão menos rígida e mais realista com um tom de sarcasmo, acaba por amenizar a crítica.

Mas é possível tocar nesses assuntos com algum senso de humor?

Ao analisar os perfis nas redes sociais Twitter e Facebook do bem sucedido “UEPB Da Depressão”, podemos responder a essa pergunta: Sim!

Em entrevista, o criador dos perfis, Camilo Diniz, 20 anos, estudante do 6º período do curso de direito da UEPB diz que sem intenção de profissionalizar a crítica, começou a institucionalizar no Twitter o que antes já fazia como brincadeira no seu departamento e ganhou a atenção até da própria reitora da UEPB. 

Como surgiu a ideia dos perfis?
Então, eu sempre gostei muito de coisinhas mais tristes, realistas... Minhas músicas, meus filmes, livros, sempre se guiaram numa tendência pessimista e com o surgimento do “Cão da Depressão”, começaram a aparecer outras "coisas da depressão", até que passaram a contemplar as universidades também. Quando eu vi a “UFPR da Depressão”, resolvi homenagear a UEPB também. Isso foi em fevereiro do ano passado. Eu já fazia algumas piadas, mas era por fora e no meu perfil real, aí aproveitei a onda pra institucionalizar as coisas. (risos)

O “UEPB Da Depressão”, no Twitter, tem causado a repercussão esperada quando você resolver criá-lo? Foi ele quem deu o impulso pra fazer um perfil no Facebook também?
Então, eu fiz mais pra brincar mesmo e pra institucionalizar o que eu já fazia como brincadeira na faculdade, tanto que lá no CCJ (Centro de Ciências Jurídicas) logo descobriram que era eu e depois da greve do ano passado, isso tomou proporções bem inesperadas! (risos) Muita gente acabou ficando amiga minha (e outros com raiva). Sobre o Face, eu ainda estou engatinhando, porque nem meu próprio perfil eu tinha, fiz só no fim de março desse ano. Inclusive, sobre a repercussão, o que me deixou feliz, foi quando vi que o pessoal da própria administração da UEPB passou a seguir, interagir e elogiar o perfil. Incluindo a própria reitora, professores e pró-reitores... Já me disseram que até nos cursos de mestrado ficavam discutindo o perfil! (risos)

Você estaria preparado pra uma possível profissionalização do que começou com uma brincadeira?
Eu sempre tive uma “vibe jornalística”. Inclusive, fui fundador da revista “A Barriguda”. Então, tenho certa prática na área... Eu ainda encaro o perfil como brincadeira, às vezes, digo coisas lá só pra eu mesmo rir, mas já pensei em criar outros perfis, inclusive personagens.

Você faz todo o "trabalho" sozinho? Ou conta com amigos?
Sozinho. Por isso vez por outra fica desatualizado, quando eu viajo ou estou muito atarefado.

Você disse que sempre gostou de coisas tristes e realistas... Na sua brincadeira, você tem alguma intenção mais crítica da realidade ou satírica, aquele "humor negro", ou seriam apenas registros de um ponto de vista mais cômico de uma realidade um tanto trágica da nossa instituição?

Toda brincadeira tem um fundo de verdade... Na maioria das vezes eu exagero, mas muitas vezes tudo que eu digo é a pura realidade... Nesse contexto o “UEPB Da Depressão” tem também um viés político, eu diria até de denúncia. Já disseram até que eu representava os estudantes! (risos)

Como você se mantém informado sobre os acontecimentos não só do seu curso, mas dos demais?
Ano passado eu desenvolvi um projeto de pesquisa que me fazia andar por todos os cursos do campus I, aí ao mesmo tempo em que pesquisava, ficava de olho no que acontecia. De resto, eu tenho amigos em quase todos os cursos, e também sempre que posso visito um prédio, afora o próprio Twitter ou Face do pessoal, que sempre faz alguma reclamação...

E quanto a sua postura ética em relação aos cursos? No sentido de se, por exemplo, alguém se sentir "ofendido" pela sua crítica e usar de respaldo para acusação o fato de você fazer direito... Como você faz para "amenizar o clima"?
O pessoal não sabe separar humor de crítica, na maioria das vezes... Eu não costumo amenizar nada, acho que é o mínimo que se pode esperar de um perfil de humor. (risos)... Sem escracho não pode ter humor, né? Mas vendo por esse lado, o curso que eu mais pego no pé é o meu mesmo e eu não me sinto nem um pouco ofendido. O problema é que a galera se apaixona demais e não quer sofrer nenhuma crítica... Inclusive outra vez um advogado “desceu o pau” em mim, dizendo que eu era frustrado, etc (risos)... É aquele velho protecionismo que faz da universidade um lugar chato às vezes, mas as reações negativas são bem menores que as positivas. Felizmente, eu falo com um público específico, que na maioria das vezes entende a nossa proposta. E, um adendo, o pessoal às vezes me procura dizendo q eu devo ampliar as coisas... Mas como eu disse, por enquanto, o lance é mais de brincadeira, diversão, e muita gente acaba não entendendo, principalmente piadas internas e referências culturais, por isso eu não me interesso tanto em me associar a patrocínios, inclusive, não quero ganhar dinheiro com isso, embora eu saiba que há potencial. (...mais risos)



Acesse o UEPB da Depressão:


Twitter: https://twitter.com/UEPBdadepressao
Facebook: http://www.facebook.com/UepbDaDepressao

Renata Duarte

Hildeberto: o incansável e inquieto diretor.

Estamos iniciando uma série que falará sobre o novo cinema paraibano. Para cada postagem, foi escolhido um entrevistado diferente. Aqui você poderá conferir visões e ideias  de alguns profissionais que vem projetando a Paraíba como um lugar importante na produção de conteúdo audiovisual do Brasil.


Hildeberto: o incansável e inquieto diretor



Hildeberto Figueiredo
Para toda nova cena artística que se impõe, sempre há pessoas obstinadas a transformarem o sonho em mudança. E nessa primeira postagem entrevistamos o jovem diretor de vinte e cinco anos Hildeberto Figueiredo, que acredita no protagonismo do cinema paraibano no Nordeste. Ao falar sobre os filmes e trabalhos em que participou, o brilho nos seus olhos não esconde a motivação em fazer cinema e o orgulho do aprendizado e das pessoas que vem descobrindo neste caminho.

Apesar do seu primeiro trabalho com atuação ter sido há apenas nove anos, Hildeberto já carrega uma boa experiência.  Atuou catorze vezes, dirigiu quatro obras e escreveu cinco roteiros de filmes, além de ter trabalhado com preparação de elenco e fotografia. Alguns destaques são: a direção no documentário “Maria do Caixão”, juntamente com Thiago Marques; a sua atuação em “Flor”, o “Lobisomem da Paraíba”, de Sílvio Toledo e no curta “Isso não é uma canção de amor!”, onde também é o diretor.

 "Maria do Caixão" (2010)
Para ele, o cinema paraibano está em alta. Isso ocorre devido a dois aspectos: as locações existentes no estado e a atual formação de atores. Segundo ele, a Paraíba atrai a atenção dos cineastas brasileiros pelas belezas naturais e organização dos cenários, seja em cidades pequenas, como Cabaceiras, ou maiores, como Campina Grande. Ele enfatiza que um trânsito com maior fluidez em relação às grandes metrópoles auxilia muito na gravação dos filmes.  “Vejo o cenário em crescimento. Em alguns anos, a Paraíba se tornará o pólo central do cinema no Nordeste”, afirma Hildeberto.

Outro destaque que cita é a participação das universidades nesse processo. Segundo ele, a UEPB abriu as portas desse momento ao incentivar diretamente na formação gratuita de atores, além de promover o festival Comunicurtas, que contribui na formação de público. Já a UFCG contribui para criação de novas possibilidades a partir da reunião de iniciativas artísticas em torno do curso de Arte e Mídia.

Falando de obras de outros diretores, Hildeberto elege como marcos do novo cinema da Paraíba os filmes “Amanda e Monick”, de André da Costa e “Depois da Curva”, de Helton Paulino.  O primeiro traz um tema forte e que ajudou a quebrar preconceitos, além de ter sido um atrativo para produção de novos filmes.  O segundo, para ele, evidenciou o surgimento de bons atores da Paraíba, a partir da premiação de Fabiano Raposo, no Festival de Cinema de Ribeirão Pires, em São Paulo, no ano de 2010.

       Hildeberto foi um dos profissionais mais próximos do também diretor paraibano Altiéres Estevam. Ele recorda do trabalho realizado pelo amigo que foi recentemente assassinado em Campina Grande. “Foi uma escola. Ele ensinou a direção de filmes e da fotografia deles”, afirma. Diz ainda que Altiéres incentivava a produção de filmes, seja quando ele transformou o seu clipe “Isso não é uma canção de amor!” em um curta, seja quando ele transmitia sua paciência nos momentos de tensão do set de filmagem. “Ele podia ter funções múltiplas em um mesmo filme e possuía uma produção diversificada que atingia linhas de ação, comédia, romance, entre outros”, lembra com entusiasmo e emoção o diretor. 

Diego Lós

Quem somos nós?

Qual o diferencial de mais um blog em meio a tantos outros com conteúdos diversos, digamos, para “todos os gostos”? Pensando nisso que (re)criamos, depois de dez meses de reflexão, o Blog do Sinaldo Luna, repaginado e com uma nova perspectiva. Então... Não, esse não é mais um blog.

A primeira versão do blog foi criada em 2008 por Sinaldo Luna com o intuito de tratar de alguns assuntos polêmicos e fazer resenhas sobre os temas cinema e música. Já nessa nova “roupagem” procuramos expandir as áreas temáticas e explorar as possibilidades da escrita e, quem sabe, do áudio e vídeo. Contamos agora com a colaboração de novas pessoas e esperamos contar com a diversidade desses novos “olhares”. Além do mais, uma equipe com vários colaboradores irá permitir a constante atualização.

O especial de um blog é que não precisa amarrar-se a fórmulas prontas e estagnadas. Dentro dessa liberdade de escolha e combinações, selecionamos temas: cultura e política. Buscamos informar com versatilidade e expressar a nossa opinião acima de tudo.

Vários colaboradores, com diversas opiniões, muitas vezes totalmente contraditórias, refletem o que queremos trazer como linha editorial, um equilíbrio entre informação e ponto de vista. Através dos temas que escolhemos como norteadores dos conteúdos, buscaremos fazer ligações, explanações, combinações, reflexões sobre temas que estão presentes nas nossas vidas de estudantes, futuros jornalistas e cidadãos contemporâneos.


Kislana Rodrigues tem graduação em Letras pela Universidade Estadual da Paraíba e atualmente é mestranda em Literatura e Interculturalidade e bacharel em Comunicação Social – Jornalismo – na mesma instituição. Já publicou em livros, revistas e apresentou em eventos trabalhos sobre literatura e representações sociais nas artes. As áreas de interesse acadêmico abrangem teoria literária, jornalismo literário e narrativas midiáticas.  Assuntos de interesse (e vício): literatura, cinema, música, TV, jornalismo e tecnologia.

Sinaldo Luna é bacharel em Comunicação Social – Jornalismo – pela UEPB. Diretor do curta documentário O Reino da Serra (2010), experiência em Assessoria de Imprensa, tendo estagiado no Treze Futebol Clube. Assessor de Comunicação da Prefeitura Municipal de Itatuba. No campo acadêmico, atua nas áreas de simbologia, conhecimento empírico, comunicação e campo religioso. Presidente da Comissão de Marketing e Jornalismo do Gabinete Estadual da Ordem DeMolay Paraibana. Membro da Comissão de Comunicação e Eventos do Grande Conselho da Ordem DeMolay do Estado da Paraíba. Apaixonado por música e cinema.