21 de mar de 2013

A maldição do ENEM


O ENEM sofre de alguma maldição digna daquela que Marco Feliciano diz acometer o continente africano. É o que parece.

Desde o seu nascimento, anualmente assistimos, e parece que só assistimos mesmo, os risíveis, ou não, escândalos envolvendo o Exame que agora serve de banquete para o Governo Federal dizer que oferece as melhores e maiores oportunidades de inserção no ensino superior brasileiro.

Depois de tantos episódios de roubo e comercialização de provas e gabaritos, em 2012 parecia que tudo estava indo bem. E, de fato, não houve tais escândalos no último exame aplicado. Por mais nocivos que sejam esses atos de corrupção, o último ENEM mostrou, finalmente, o que muita gente, especialmente a ala e militância governistas, teimava em manter uma venda completamente opaca nos olhos, ou simplesmente ignorava.

Talvez, a esses governistas, defensores ferrenhos do "Lulo-Dilmismo", o roubo de provas, gabaritos e afins não eram culpa do Inep/MEC. A responsabilidade era da transportadora, da empresa de elaboração das provas e blá, blá, blá. O MEC sempre uma vítima da grandeza de um país continental e o Governo Petista sempre a vítima crucificada da imprensa nacional.

Sobre a relação imprensa X PT, vimos dias após a aplicação de ENEM inúmeros artigos e notícias criticando o tema da redação. Dessa vez, sem aqueles recorrentes escândalos de suspeita de corrupção, é claro que a militância governista não poderia tecer outro comentário que não fosse: “A imprensa critica o tema da redação porque não tem o que falar. O ENEM esse ano não teve nenhum escândalo. Ficam inventando qualquer coisa pra criticar o Governo.”

A imprensa não é dona da verdade e vez ou outra faz alguma matéria “maldosa” com esse cunho do discurso governista, mas estivemos diante, mais uma vez, de uma queimação de língua da militância petista. Para um grupo que queimou a língua teimando em dizer que o Mensalão nunca existiu, e ainda insistem mesmo após a confirmação do STF, queimar a língua de novo não seria um problema tão grande assim.

Ultrapassando as barreiras do tema da redação, amplamente criticado pela imprensa, o ENEM 2012 fica marcado como avacalhação total de uma prova que, em tese, deve marcar o ingresso de uma nova fase na vida do jovem, um dos momentos mais importantes de sua existência.

Tudo bem que o futebol é marca registrada do Brasil e já estamos vivendo ares da Copa 2014. Tudo bem que vida de estudante não é fácil e muitas vezes só temos tempo pra preparar um miojo como alimentação.

Num primeiro momento, é difícil não rir da colocação de um hino de futebol e receita de macarrão instantâneo na redação de um concurso vestibular. Mas só num primeiro momento mesmo.  É vergonhoso e revoltante.

Esses últimos episódios são apenas mais alguns exemplos das “operações tapa-buraco” oferecidas pelo Governo Federal, que só se importa, e é o necessário, mostrar grandiosos números à massa brasileira.... “Pibão grandão”, milhares de jovens chegando ao ensino superior, milhares de famílias sustentadas pelos bolsa miséria da vida.

Quantidade, principalmente de maquiagem, a gente sabe que o Governo do PT é mestre em expor, mas a qualidade do ensino muita gente só se preocupa, ou ainda não, em episódios como esses do ENEM. A preocupação com a qualidade do ensino público por parte do governo talvez seja representada pelos meses em que quase todas as Universidades Federais do Brasil estiveram em greve.

A qualidade do aluno nas salas de aula das universidades é o que menos importa. Não importa se numa determinada sala de aula terão alunos escrevendo “trousse” e outros escrevendo “trouxe”. O que importa é dizer que centenas de novos alunos ali tem acesso ao ensino superior. O professor é que se “exploda” pra “nivelar” toda a classe ou devolver o aluno à sociedade com o mesmo problema de português. Se isso acontecer e não havendo sucesso no mercado de trabalho, a culpa é do professor e da universidade que não ensinaram corretamente uma lição de nível fundamental. Ah, o ensino fundamental... Esse carece ainda mais de atenção do governo, mas não mudemos o foco.

A piada do ENEM preocupa não só pelos alunos com graves problemas linguísticos que chegam às universidades, mas ainda mais pelos capacitados que ficam de fora. Com certeza, muita gente que enxerga bem, leva e traz as coisas com cautela e tem discernimento razoável não estarão iniciando na vida acadêmica por conta da irresponsabilidade dos corretores da redação e da má administração de um Ministério de um governo preocupado apenas com quantidade.

Será que mais uma vez a militância governista vai por a culpa apenas nos corretores?! Será que não está na hora de reconhecer as inúmeras falhas do exame, reconhecer a gravidade da piada generalizada que virou o ENEM?!

Talvez eu esteja errado e, mais uma vez, a ala governista está certa. É tudo culpa da direita e mídia golpistas. Não existe problema algum com o ENEM. Sim, eu posso estar errado.
Por enquanto, vou assistindo cotidianamente o Governo do PT perdendo os sentidos: queimando a língua em dizer que tudo é culpa da imprensa e permanecendo de olhos fechados a esses escândalos.

Corroborando com uma charge que vi esses dias, se o Brasil se preocupasse mesmo com a educação, Haddad, grande comandante do ENEM por diversos anos, não seria Prefeito de São Paulo.

27 de fev de 2013

Harlem Shake, por turma de Arte e Mídia da UFCG


A nova febre da internet atende pelo nome de “Harlem Shake”.

Primeiro vem a música “Harlem Shake” do DJ Baauer, depois um grupo de amigos dançam ao seu som. Até aí tudo bem.

A febre teve início quando um usuário do YouTube chamado “The Sunny Coast Skate” resolve gravar um vídeo dentro do seu quarto ao lado de alguns amigos. O vídeo tornou-se viral e versões pelo mundo todo surgem diariamente.

As Coelhinhas da Playboy já fizeram sua versão. O clube de futebol inglês Manchester City também.

A brincadeira de 30 segundos começa com um ambiente qualquer onde uma personagem aparece dançando de maneira inusitada por cerca de 15 segundos. A segunda parte do vídeo é feita de forma desordenada, com pessoas fantasiadas, ou de pouca roupa, que fazem uma dança descompassada, sem compromisso algum com harmonia coreográfica, cheia de movimentos e alguns de conotação sexual.

Entrando também na brincadeira, a turma 2012.2 de Arte e Mídia da Universidade Federal de Campina Grande gravou uma versão do Harlem Shake. O material foi produzido pelos alunos Arthur Mantovani e Igor do Ó.

“Produzimos nosso Harlem Shake em apenas 3 dias,  desde a pré-produção, gravação e pós-produção. Um dia para cada. Além toda turma de feras, houve a colaboração de dois alunos veteranos e do coordenador do curso, João de Lima Neto, que nos autorizou usar o local de gravação. Trinta pessoas estiveram envolvidas na gravação”, conta o produtor Arthur Mantovani.

Confiram o resultado, postado na conta no YouTube do produtor Igor do Ó:


5 de fev de 2013

Clocks é eleita a melhor canção da década

Divulgação

“Clocks”, do quarteto britânico Coldplay, foi eleita a melhor canção da última década por votação realizada com os ouvintes da BBC.
A música, que virou hit mundial, foi lançada como single do segundo álbum de estúdio do grupo, o A Rush of Blood to the Head (2002), aclamado pela crítica e vencedor de três Grammy Awards. Uma das premiações foi exatamente para “Clocks”, na categoria Gravação do Ano em 2003.
A música foi composta por todos os integrantes da banda e é constituída em torno de um repetido riff de piano acompanhado de minimalistas sons de bateria e baixo, apresentando ainda sintetizadores e lirismo contrastante na voz de Chris Martin.
De acordo com o próprio vocalista, o título da canção é também "metaforicamente aludida" à sua letra, "empurrando um a se perguntar sobre a obsessão do mundo, com tempo ao conectá-lo à teoria: melhor do que quando nós estamos aqui, presente e vivos".
“Clocks” é um dos maiores sucessos do grupo britânico, apresenta uma das melhores performance dos músicos ao vivo, não ficando de fora dos shows, e é amplamente usada em trilhas sonoras de filmes e séries, como em “The Sopranos”, “Peter Pan”, e “In America”.

Confira como foi a performance no Rock in Rio 2011:

4 de fev de 2013

Beyoncé brilha no Super Bowl e fará show no Rock in Rio

Divulgação / RIR 2013

Detentora de 16 Grammy Awards e com mais de 75 milhões de discos vendidos, cantora norte-americana Beyoncé é um dos maiores sucessos do mundo da música na atualidade.
Na noite deste domingo (3), a cantora foi a atração do halftime show, o intervalo do Super Bowl, principal evento esportivo dos EUA, e os comentários sobre a apresentação dominaram as redes sociais por toda a madrugada.
Sim... Tem todos os elogios aqui e acolá e, de fato, ela tem performances impecáveis, surpreende pelo corpo e a voz alidada com a desenvoltura no palco sobre os enormes saltos. Mas... Eu esperava mais.
Quando pela primeira vez vi que ela seria a atração do Halftime Show do Super Bowl, a primeira coisa que me veio à cabeça foi uma performance estrondosa de "Run the world", com palco faraônico, que estaria em harmonia com o clima esportivo do evento, incendiando o estádio. Resultado: frustração. Não teve nada disso!
Mas ela não fez uma apresentação abaixo do que costuma fazer. Dançou, pulou, cantou bem, exibiu o corpo, abusou da tecnologia. Só que estamos falando do Super Bowl, um dos eventos mais aguardados pelos americanos e de maior audiência televisiva. 
A apresentação, apesar de muitas firulas e uso exacerbado da tecnologia, foi, o que poderíamos dizer de "mais do mesmo". Eu queria ter visto uma performance mais grandiosa, até audaciosa e ousada, com mais hits que envolvessem um público que estava numa partida de futebol. E isso Beyoncé tem, mas parece que o seu forte mesmo é caprichar em performances mais curtas nos "Awards da vida". Nisso aí, é difícil achar alguém melhor que ela.
Beyoncé foi anunciada pela organização do Rock in Rio como headliner da primeira noite do festival neste ano. O show acontece no dia 13 de setembro e os ingressos serão postos à venda em abril. O Rock in Rio 2013 será realizado nos dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro. A edição deste ano já confirmou também: Bruce Springsteen, John Mayer, George Benson, Alice in Chains, Avenge Sevenfold, Iron Maden, Metallica e MUSE entre as principais atrações.
A única passagem da cantora Beyoncé no Brasil aconteceu há três exatos três anos, quando esteve com sua turnê em Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
E, pra não fugir da discussão que mais tomou conta da minha time line na noite deste domingo, devo opinar também sobre qual o melhor halftime show... 

Madonna (2012) X Beyoncé (2013)

Não tenho dúvida alguma, nem medo de ser "xingado muito no Twitter" pela legião de "Fãs da Bey", em dizer que o show de MADONNA foi superior.
Talvez, a enorme experiência e firmeza que já possui, a quantidade de hits [bem usados] com potencial ao evento e a grande espera por sua apresentação [apesar das décadas de sucesso, foi a primeira vez que ela se apresentou no Super Bowl], fizeram do show da cinquentenária ousada uma performance grandiosa, estrondosa e, confirmando que enquanto estiver viva não há espaço para outra "Rainha do Pop" que não seja Madonna.
Beyoncé, Lady Gaga - e seus fãs, claro... Ainda tem muito o que engolir.

Se não lembra, confira as apresentações na íntegra e tire suas conclusões:

1 - Super Bowl 2012 - MADONNA:

2 - Super Bowl 2013 - BEYONCÉ:




24 de jan de 2013

American Horror Story reúne e recria todo o horror da 7ª arte



Após a Fox exibir o episódio piloto, em outubro de 2011, a crítica americana e o público estavam divididos entre amantes e odiadores. Houve ainda aqueles que esperam, em silêncio, os episódios seguintes. O fato é que finalizada a segunda temporada muitos ainda aguardarão por outubro, quando estreia a terceira temporada, se perguntando qual a essência de American Horror Story.
  
A série de Ryan Murphy, mesmo criador de Glee, mergulha no universo do sobrenatural e cria uma atmosfera com todas as bizarrices encontradas nos filmes de horror e exibe algumas características não tão comuns aos seriados. A primeira delas é que cada uma das temporadas conta uma narrativa distinta e isso dividiu ainda mais as opiniões, quando anunciada nos episódios finais da primeira temporada, mas que fez as pazes no seu ano seguinte. A segunda importante característica e, talvez, até elemento importante para fazer as pazes com um público não tão órfão dos primeiros episódios, é o uso de alguns dos seus principais atores nas temporadas seguintes em outros papéis. O resultado tem sido satisfatório. Uma terceira característica da série: sua capacidade de impacto visual, centrada do bizarro, e o potencial de referências existente em seu roteiro fazem inveja a muitos filmes do gênero!

Na primeira temporada, a narrativa é protagonizada por uma família um tanto problemática, onde uma adolescente rebelde tenta conviver com seus pais, uma mãe ainda abalada por um aborto e tentando lidar com a traição do marido, um psiquiatra. A família tenta se reconstruir indo morar numa mansão e não demora para, das maneiras mais estranhas possíveis, descobrirem um histórico nada convidativo daquela casa marcada por assassinatos e suicídios. Tudo bem... A história é clichê e já estamos cansados de vê-la repetida nas telonas, mas American Horror Story utiliza o máximo da bizarrice e detalhes no roteiro para reinventar tudo aquilo de terror que já conhecemos... E faz isso muito bem.


Só para aguçar e relembrar um pouco das bizarrices da primeira temporada, não podemos deixar de lado a grande jogada em utilizar uma personagem empregada que para a dona da casa é uma senhora, cega de um olho, e por volta de 60 anos, enquanto que para o psiquiatra, que já traiu sua esposa, ela é uma atraente jovem que se exibe a todo momento. Junte isso ao fato de existir um paciente do psiquiatra com desejos assassinos querendo se envolver com a filha do médico, um homem que ateou fogo na casa matando esposa e filhas, ficando com o corpo todo queimado, e fantasmas que querem ser os donos da “Murder House”.

Talvez, de início, houvesse a perspectiva de que a série estivesse mais preocupada em impactar visualmente do que explicar seus acontecimentos. E parece até ser verdade. Seu criador e roteiristas optam por não explicar o final da narrativa e eternizam o mistério que prende o público em seus episódios e que na ótica do horror está longe de ter um fim. A ideia de não “engessar” finais de séries focadas em personagens, parece estar começando a se expandir, desde que Lost lançou mão da estratégia.

Deixando um pouco de lado o enredo e o roteiro, American Horror Story capricha nas atuações, com destaque para Jessica Lange, que atuou brilhantemente na primeira temporada, unânime em elogios pela crítica, conquistando o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante, o que lhe rendeu maior centralização da trama na segunda temporada.

A segunda temporada chegou com um solo mais firme um público mais preparado para o que estaria prestes a assistir e, mais uma vez, Ryan Murphy abusa de forma minuciosa a tratar dos clichês do horror cinematográfico. É uma temporada surpreendente, onde encontramos no roteiro: alienígenas e abduções, um serial killer com máscara de monstro, cientista maluco fazendo experiências bizarras com humanos, referências à Segunda Guerra Mundial, exorcismo, uma freira possuída pelo diabo envolta de religiosidade e erotismo... Tudo isso dentro de um hospício.

Os elementos misturados ao exacerbado apelo midiático em torno da participação especial de Adam Levine, vocalista do Maroon 5, e de teasers verdadeiramente assustadores deixaram o seriado ainda mais no centro das atenções, aliado à continuidade de Jessica Lange, Zachary Quinto e Evan Peters dessa vez em outros papéis.

Se para alguns a qualidade do roteiro diminuiu, em consequência da quantidade de conteúdo para dar conta, o envolvimento do público com as personagens aumentou assustadoramente... E isso, particularmente, julgo como superioridade do texto apresentado. As bizarrices não deixaram a desejar, apesar da queda gradativa, mas o sentimento e o drama pessoal de cada personagem são os destaques da temporada que nos presenteia com uma cena de exorcismo agonizante e perturbadora logo nos primeiros episódios.

É uma temporada em que Jessica Lange, apesar de ter uma trama mais voltada na sua personagem, não carrega sozinha o peso. Sabemos que foi uma escolha proposital, graças ao sucesso de sua atuação na primeira temporada, mas Sarah Paulson, interpretando a repórter Lana Winters, merece o prêmio de melhor atuação. Quanto a Zachary Quinto e Evan Peters, seus personagens mantém certa linearidade com relação à primeira temporada e continuam entre os queridinhos do público.

American Horror Story – Asylum teve o último episódio exibido na noite desta quarta-feira (23) deixando menos mistério no ar, tendo em vista as amarras ao enredo, e algumas certezas: 1 - produz final coerente, seja a proposta de explicar ou de impressionar visualmente; 2 - possui uma legião de fãs, órfãos da música francesa Dominique, ansiosos pela chegada da terceira temporada, que já tem certa a contratação de Jessica Lange, Sarah Paulson e Evan Peters.

Falar do sobrenatural com muita bizarrice e com tons de erotismo narrado com alternância de tempo, revisões de roteiro dos clichês do horror cinematográfico e envolvimento com as personagens fazem de American Horror Story uma das melhores séries em exibição na atualidade, para quem gosta ou não do gênero.

Confira uma compilação de teasers da série:

22 de jan de 2013

[Especial Oscar 2013] O Lado Bom da Vida


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Bradley Cooper interpreta Pat Solitano, um ex-professor que passou os últimos oito meses em uma clínica psiquiátrica, depois de ter um ataque de fúria por ter encontrado a esposa o traindo ao som da própria música de casamento! Pat volta para a casa dos pais e está procurando uma forma de reconstruir sua vida. A ideia é ficar em forma, intelectual e reconquistar a esposa.

Bradley incorpora perfeitamente o personagem. Pet inicia a narrativa como um alguém fragilizado, quebrado e instável. A todo momento temos medo que ele vá explodir e regredir. Observamos sua superação, reconstrução, recuperação da confiança, para no final ser uma pessoa totalmente diferente, alguém que reconhece o amor e passa segurança a todos em sua volta.

A personagem que vai mudar a vida de Pet é Tiffany, interpretada brilhantemente por Jennifer Lawrence, uma garota que também está passando por uma fase difícil e aparece na vida de Pet para apresentar algumas verdades que ele está ignorando na busca fantasiosa pela ex-esposa.

Copyright© The Weinstein 
O longa está sendo promovido, na maioria das vezes, como comédia romântica, mas está longe de ser igual ao que estamos habituados sobre esse gênero. Foge dos clichês e proporciona uma mistura leve de cenas dramáticas, cômicas e românticas.

O cenário é muito importante, assim como a trilha sonora, e no filme os dois estão adequados. Mas o maior destaque são os atores: protagonistas e coadjuvantes. Os pais de Pat são interpretados por Robert De Niro, obsessivo e viciado em apostas, e Jacki Weaver, que faz o papel da mãe que torna-se a responsável legal pela conduta do filho depois de sair da clínica.

O Lado Bom da Vida, filme do diretor David O. Russell (O Vencedor), está concorrendo em oito categorias no Oscar 2013: Melhor Filme, Diretor, Ator (Bradley Cooper), Atriz (Jennifer Lawrence), Ator Coadjuvante (Robert De Niro), Atriz Coadjuvante (Jacki Weaver), Roteiro Adaptado e Edição.


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FICHA TÉCNICA

Diretor: David O. Russell
Elenco: Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Bradley Cooper, Julia Stiles, Chris Tucker, Shea Whigham, Dash Mihok, John Ortiz, Anupam Kher, Jacki Weaver, Montana Marks, Bonnie Aarons, Romina, Jessica Czop, Paul Herman, Matthew James Gulbranson, Jeni Miller, Luisa Diaz, Patrick McDade, Brea Bee, Vaughn Goland, Thomas Walton, Jen Weissenberg, Regency Boies, Tiffany E. Green, Marty Krzywonos, Todd Anthony, Cindy Engle, Kirk Kelly.
Produção: Bruce Cohen, Donna Gigliott, Jonathan Gordon
Roteiro: David O. Russell, baseado na obra de Matthew Quick
Fotografia: Masanobu Takayanagi
Trilha Sonora: Danny Elfman
Duração: 122 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Mirage Enterprises / The Weinstein Company


Trailer:


19 de jan de 2013

"Miss Me" conquista o prêmio de Melhor Videoclipe Nacional




              Bob Dylan, Michael Jackson, Coldplay, Radiohead, Beyoncé, Beatles…

Fazendo referência a hits que marcaram a linguagem do videoclipe mundial, “Miss Me” foi lançado em julho de 2012 e logo se tornou um sucesso na internet. O produto é fruto de um Trabalho de Conclusão de Curso na Universidade Federal de Campina Grande.

Baiano de Campo Formoso, Fernando Ventura decidiu morar em Campina Grande para cursar Arte e Mídia na UFCG e o seu gosto musical aliado à sua imaginação deu o tom às suas atividades.  Em 2011, dirigiu o curta de ficção “O Quinto Beatle” e em 2012 a música e o cinema ainda trariam mais sucesso ao “baiano de Campina Grande”.

Na reta final da graduação, decide produzir como Trabalho de Conclusão de Curso um projeto multimídia, intitulado “Grandphone Vancouver”, misturando música e cinema. Além das músicas produzidas, Fernando montou uma equipe de 70 pessoas para produção de um videoclipe. As gravações aconteceram durante 12 horas de todo um dia de domingo na Rua Maciel Pinheiro, centro comercial de Campina Grande e conhecida também pela referência na Art Déco.

“Miss Me”, gravado em plano sequência, fazendo com que os atores percorressem toda extensão da rua por 25 vezes, virou sucesso na internet, chegando num único dia ter 30 mil acessos. E sucesso é a palavra que Fernando Ventura já focava desde a criação do projeto. Logo após o lançamento, ele já não escondia seu objetivo: “O trabalho foi pensado com vistas ao sucesso. A minha intenção seria de ganhar um prêmio de relevância nacional. Esse prêmio acontece pela MTV”, disse o diretor, se referindo à premiação que o canal oferece ao principal hit da internet, na categoria “Webvideo”.

A repercussão cada vez maior levou o “Grandphone Vancouver” a sair do virtual e invadir também a realidade e em outubro Fernando Ventura, que dirigiu, atuou, tocou e cantou no clipe, levou um grande público ao Teatro Municipal para seu show de estreia.

Seis meses se passaram desde o lançamento e na noite desta sexta-feira (18), o sonho de Fernando tornou-se realidade. Após votação popular, “Miss Me”, como muitos já apostavam, mesmo antes da indicação, foi eleito o melhor videoclipe nacional de 2012 pela MTV.

As referências a clássicos do videoclipe, a música com um refrão daqueles que grudam insistentemente, a técnica cinematográfica, o visível amor e dedicação da equipe, a ousadia e firmeza de Fernando Ventura fazem de “Miss Me” uma obra simpática e bem feita para encher de orgulho os amantes da música, do videoclipe, dos que ralam nos meses finais de qualquer curso para produzir o trabalho de conclusão e marca o grande potencial de Campina Grande em fazer cinema e a competência da produtora cultural Moema Vilar a frente da Cozinha de Produção.

“Miss Me” é tão quente quanto o sol e tem brilhado, fazendo de Fernando Ventura uma verdadeira estrela que não poderia ter outra nota que não fosse a máxima na defesa do TCC.

Confira a versão oficial, a gravação do ponto contrário e a performance no Teatro Municipal.





17 de jan de 2013

Instagram em #vídeo


Tirar uma foto, colocar um filtro legal, postar em seu perfil e compartilhar nas redes sociais. Oferecendo esses serviços, a rede social Instagram foi projetada e desenvolvida pelo brasileiro Mike Krieger e pelo estadunidense Kevin Systrom e registrou em julho de 2012 o número de 80 milhões de usuários em todo o planeta. No mesmo ano, a empresa, que iniciou seus trabalhos sem financiamento algum e com apenas seis funcionários, foi comprada no valor de 1 bilhão de dólares pelo Facebook e teve download liberado também para o sistema operacional Android, antes apenas possível ao iOS.

Há um mês, o contrato de adesão do Instragram sofreu algumas alterações. Uma delas gerou forte polêmica e foi responsável pela queda no número de usuários, além de baixa das ações na bolsa de valores. O Instagram teria o direito de vender as fotos dos usuários para fins comerciais e publicitários, sem retorno algum aos donos dos perfis. Após repercussão negativa, a empresa voltou atrás da decisão.

Imagens daquele prato favorito naquele restaurante que é a sua cara, o nascer e o pôr do sol, as festas com os amigos... Tudo isso com um filtro cool. E não pode esquecer, claro, de postar uma foto antes de sair de casa, com caras e bocas na frente do espelho pra exibir o dispositivo móvel e a roupa. O que também não pode ficar de fora no Instagram é o uso exagerado das hashtags, que funcionam como ferramenta de busca das fotos.

O comportamento desses quase 100 milhões de usuários pelo mundo e o conteúdo postado é sempre alvo de críticas humoradas – ou não – noutras redes sociais com textos e imagens que satirizam a repetição no estilo das fotos, em meio ao que julgam ser futilidade.

Alguns americanos decidiram também abordar o comportamento clichê existente no Instagram e, de maneira bem criativa e humorada, produziram um vídeo que sintetiza a atmosfera que permeia a rede social de fotos mais popular da atualidade.

O material parodia a música “Photograph”, do grupo Nickelback, e foi intitulado de “Look at this Instagram”.

Confira o resultado: 



Há rumores de que a foto desta matéria pertence a um dos jornalistas do blog.

#life #sun # beach #love #carnaval #largadinho #partiu

É o que temos pra hoje!

16 de jan de 2013

[Especial Oscar 2013] Amor


Amor (Amour) é um filme do cineasta austríaco Michael Haneke (A Professora de Piano, A Fita Branca) protagonizado por um casal de idosos que são surpreendidos por uma doença que os coloca diante da aproximação de uma separação inevitável, a morte.

Emmanuelle Riva (Hiroshima, Meu Amor) interpreta Anne, uma professora de piano que sofre dois AVCs seguidos e não tem nenhuma esperança de recuperação e Jean-Louis Trintignant (Um Homem, uma Mulher) que atua como Georges, o marido de Anne.  Nesses papéis, o público é contemplado com atuações perfeitas.




O cenário é formado pelo apartamento do casal. Os tons frios são predominantes nas cenas, o figurino evidenciado pelo cinza, causando uma atmosfera de isolamento que não chega a ser triste em nenhum momento.

Essa é uma história sobre o amor, o medo e a morte. E logo percebemos que não é sobre o amor que lemos por aí e pensamos que conhecemos. É sobre um amor que leva a vida inteira para ser construído e mesmo assim não o é completamente. E mesmo assim não pensamos nisso ao longo do filme. 

É sobre o medo de ser um fardo para as outras pessoas, o medo de perder quem amamos e saber que é inevitável. Um medo tão intenso que o silêncio sobre a sua existência é a única forma tentar sobreviver.  O filme retrata chegar a esse limite do medo e não saber mais definir entre o certo e o errado. 

É sobre ser forte também.  Ter força o bastante para manter o equilíbrio entre o amor e o medo pelo maior tempo possível.

O longa surpreende pela honestidade e sutileza que esses temas são tratados mesmo quando são levados ao limite do que é humanamente tolerável. A incapacidade diante da decadência do corpo, a dor, as decisões, tudo isso tratado de maneira direta e crua, é o que causa uma inquietação e perturbação durante toda a narrativa.

Não ouso questionar, criticar ou mesmo comentar o desfecho da narrativa, porque é algo para pensar, pensar e talvez nunca entender. O que torna a arte incomparavelmente bela.

Sobre as premiações, o longa concorre em cinco categorias no Oscar 2013, de Melhor Filme, Filme Estrangeiro, Atriz, Diretor e Roteiro Original.  No Globo de Ouro ganhou na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz da National Society Of Film Critics. Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes. Melhor Filme, Diretor, Ator e Atriz no Festival de Cinema Europeu. Melhor Filme Estrangeiro do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York. Melhor Filme e Melhor Atriz da Associação dos Críticos de Cinema de Los Angeles.  

Riva, Haneke e Trintignant. Copyright © Les Films du Losange



FICHA TÉCNICA

Diretor: Michael Haneke

Elenco: Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert, Alexandre Tharaud, William Shimell, Ramón Agirre, Rita Blanco, Carole Franck, Dinara Drukarova, Laurent Capelluto, Jean-Michel Monroc, Suzanne Schmidt, Damien Jouillero, Walid Afkir.

Produção: Stefan Arndt, Margaret Ménégoz

Roteiro: Michael Haneke

Fotografia: Darius Khondji

Duração: 127 min.

Ano: 2012

País: França, Alemanha, Áustria

Gênero: Drama

Cor: Colorido

Distribuidora: Imovision

Estúdio: Les Films du Losange / X-Filme Creative Pool / Wega Film

Classificação: 14 anos


TRAILER





15 de jan de 2013

[Especial Oscar 2013] Argo


Quem estava apostando na vitória quase certa de Lincoln para o Oscar de Melhor Filme pode surpreender-se na premiação do dia 24 de fevereiro.  Tudo isso porque o filme Argo (Ben Affleck) ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático na cerimônia ocorrida no último domingo (13). Os filmes concorrentes eram Django Livre (Quentin Tarantino), As Aventuras de Pi (Ang Lee),  Lincoln (Steven Spielberg ), A Hora Mais Escura (Kathryn Bigelow).

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E Argo ainda foi premiado com o Globo de Ouro de Melhor Direção para o já reconhecido talento atrás das câmeras, Ben Affleck, que também produziu o filme ao lado dos atores George Clooney e Grant Heslov. Ben Affleck que também atuou como o personagem principal J Mendez.

O roteiro é baseado no livro Master of Disguise: My Secret Life in the CIA de Antonio J. Mendez, ex-agente da CIA que participou de uma operação no início dos anos 80 para resgatar seis diplomatas americanos refugiados na casa do embaixador canadense. O conflito inicia-se com a invasão dos militantes iranianos a embaixada americana no Teerã para protestar contra o asilo político que os EUA ofereceram ao ex-governante do Irã, Pahlavi. O episódio ficou conhecido como “Crise de reféns”, na qual 52 americanos foram mantidos por mais de um ano sob o controle dos iranianos.

O filme mostra a elaboração e execução do ousado plano para resgatar os seis diplomatas sem levantar nenhuma suspeita que pudesse terminar na execução de todos eles. Não se trata de um plano simples. Tony Mendez sugere a encenação da produção de um filme de ficção científica para entrar disfarçado no Irã e resgatar os diplomatas que se passariam pela equipe de produção do filme. Para tornar o plano mais convincente, foram contratados especialistas da indústria cinematográfica: o maquiador John Chambers (John Goodman) e o ator Lester Siegel (Alan Arkin).

A recepção da crítica especializada foi positiva e Argo surgiu como uma das apostas para as indicações ao Oscar e a expectativa aumenta depois do Globo de Ouro. Além da consagração de Ben Affleck (roteirista/diretor em Medo da Verdade, 2007, e Atração Perigosa, 2010) como um dos diretores jovens mais promissores.

São 120 minutos de um suspense dramático que mostra, algumas vezes de forma irônica, a burocracia do sistema de inteligência do governo americano para tratar dessa situação que envolve a segurança do país e dos seus cidadãos em qualquer lugar do mundo. A caracterização dos personagens, o figurino e os cenários tem toda uma aura dos anos 70.

No Oscar desse ano, Argo concorre nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin), Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição de Som, Melhor mixagem de som.

9 de jan de 2013

Detona Ralph: a vez é do coração do vilão


Detona Ralph (Wreck-it Ralph), novo filme da Disney, nos apresenta uma trama envolvendo um vilão de fliperama cansado de fazer o papel de mau e ser odiado por todos. Ele deseja mostrar ser tão importante quanto o mocinho, Félix Jr., e ser bom. Para isso, inicia uma aventura por outros games em busca da medalha conquistada apenas pelos heróis .  

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O filme cria um universo com diversos jogos viajando pelas atividades que seus personagens fazem nas horas em que o fliperama está fechado. Eles tem uma vida comum! Em momentos assim, o protagonista Ralph descreve todo o seu drama por ser um vilão. Participando de uma reunião entre os vilões dos jogos, Ralph mostra seu descontentamento com sua condição e o estopim para carregar toda a trama acontece quando o personagem não é convidado para a festa de aniversário do próprio jogo.

Como todo filme da Disney, tem uma lição de moral envolvida, mas dessa vez de maneira mais sutil e reflexiva. Talvez, a maior qualidade do filme, que é uma grande homenagem ao universo dos jogos, seja a de encantar e divertir todo mundo. Encantar as crianças com sua beleza e animação; e encantar aos adultos pelas referências, seja de games que marcaram a infância ou seja pela quantidade de mensagens que possa nos levar. Dentre elas, um destaque: a da preocupação por estar sempre atualizado em meio à uma sociedade em constante transformação movida pelo aparato tecnológico. Em Detona Ralph, os personagens tem medo de que suas máquinas possam ser desligadas devido ao surgimento de games mais modernos. Algo muito diferente de muitas profissões que se sentem hoje ameaçadas pela criação de máquinas que as possam substituir? Eu consigo me divertir com aquilo que é simples ou apenas com altos equipamentos tecnológicos? O debate não é recente, mas a animação faz isso de forma que não deixa o enredo chato aos adultos, tampouco minimiza a beleza do material às crianças.

A amizade entre Ralph e Vanellope (um "bug" no game Sugar Rush), é um dos maiores destaques, sendo responsável pelas cenas mais emotivas e dá o tom ao desfecho da história. O medo da solidão e da exclusão são mensagens também ditadas na animação e que não podem ser esquecidas.

Outro grande destaque é a belíssima trilha sonora assinada por Henry Jackman (Preciosa), que nada deixa a desejar, tão quanto os grandes sucessos da Disney.

O roteiro é bom. A jogada de unir personagens de clássicos dos games é uma grande carta na manga. Pacman, Super Mario, Street Fighter, Sonic, Mortal Kombat e muitos outros são citados durante o filme... Mas, eis que essa estratégia também tranforma-se numa faca de dois gumes e aparece aí um pequeno problema no filme: "esse ou aquele personagem que gosto apareceu pouco". Tudo bem que o filme exagerou exibindo maior parte das cenas decisivas no game Sugar Rush, mas a ausência ou pouca aparição desse ou daquele personagem aliado ao sucesso de bilheteria dá à animação passaporte inquestionável à continuação!

A temática do filme não é inédita e as mensagens transmitidas podem ser encontradas em milhares de outros, mas a junção de tudo isso o torna agradável, leve, fascinante.  São cerca de noventa minutos de diversão em que o 3D vale a pena. O filme é bom e vale o ingresso.