24 de jan de 2013

American Horror Story reúne e recria todo o horror da 7ª arte



Após a Fox exibir o episódio piloto, em outubro de 2011, a crítica americana e o público estavam divididos entre amantes e odiadores. Houve ainda aqueles que esperam, em silêncio, os episódios seguintes. O fato é que finalizada a segunda temporada muitos ainda aguardarão por outubro, quando estreia a terceira temporada, se perguntando qual a essência de American Horror Story.
  
A série de Ryan Murphy, mesmo criador de Glee, mergulha no universo do sobrenatural e cria uma atmosfera com todas as bizarrices encontradas nos filmes de horror e exibe algumas características não tão comuns aos seriados. A primeira delas é que cada uma das temporadas conta uma narrativa distinta e isso dividiu ainda mais as opiniões, quando anunciada nos episódios finais da primeira temporada, mas que fez as pazes no seu ano seguinte. A segunda importante característica e, talvez, até elemento importante para fazer as pazes com um público não tão órfão dos primeiros episódios, é o uso de alguns dos seus principais atores nas temporadas seguintes em outros papéis. O resultado tem sido satisfatório. Uma terceira característica da série: sua capacidade de impacto visual, centrada do bizarro, e o potencial de referências existente em seu roteiro fazem inveja a muitos filmes do gênero!

Na primeira temporada, a narrativa é protagonizada por uma família um tanto problemática, onde uma adolescente rebelde tenta conviver com seus pais, uma mãe ainda abalada por um aborto e tentando lidar com a traição do marido, um psiquiatra. A família tenta se reconstruir indo morar numa mansão e não demora para, das maneiras mais estranhas possíveis, descobrirem um histórico nada convidativo daquela casa marcada por assassinatos e suicídios. Tudo bem... A história é clichê e já estamos cansados de vê-la repetida nas telonas, mas American Horror Story utiliza o máximo da bizarrice e detalhes no roteiro para reinventar tudo aquilo de terror que já conhecemos... E faz isso muito bem.


Só para aguçar e relembrar um pouco das bizarrices da primeira temporada, não podemos deixar de lado a grande jogada em utilizar uma personagem empregada que para a dona da casa é uma senhora, cega de um olho, e por volta de 60 anos, enquanto que para o psiquiatra, que já traiu sua esposa, ela é uma atraente jovem que se exibe a todo momento. Junte isso ao fato de existir um paciente do psiquiatra com desejos assassinos querendo se envolver com a filha do médico, um homem que ateou fogo na casa matando esposa e filhas, ficando com o corpo todo queimado, e fantasmas que querem ser os donos da “Murder House”.

Talvez, de início, houvesse a perspectiva de que a série estivesse mais preocupada em impactar visualmente do que explicar seus acontecimentos. E parece até ser verdade. Seu criador e roteiristas optam por não explicar o final da narrativa e eternizam o mistério que prende o público em seus episódios e que na ótica do horror está longe de ter um fim. A ideia de não “engessar” finais de séries focadas em personagens, parece estar começando a se expandir, desde que Lost lançou mão da estratégia.

Deixando um pouco de lado o enredo e o roteiro, American Horror Story capricha nas atuações, com destaque para Jessica Lange, que atuou brilhantemente na primeira temporada, unânime em elogios pela crítica, conquistando o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante, o que lhe rendeu maior centralização da trama na segunda temporada.

A segunda temporada chegou com um solo mais firme um público mais preparado para o que estaria prestes a assistir e, mais uma vez, Ryan Murphy abusa de forma minuciosa a tratar dos clichês do horror cinematográfico. É uma temporada surpreendente, onde encontramos no roteiro: alienígenas e abduções, um serial killer com máscara de monstro, cientista maluco fazendo experiências bizarras com humanos, referências à Segunda Guerra Mundial, exorcismo, uma freira possuída pelo diabo envolta de religiosidade e erotismo... Tudo isso dentro de um hospício.

Os elementos misturados ao exacerbado apelo midiático em torno da participação especial de Adam Levine, vocalista do Maroon 5, e de teasers verdadeiramente assustadores deixaram o seriado ainda mais no centro das atenções, aliado à continuidade de Jessica Lange, Zachary Quinto e Evan Peters dessa vez em outros papéis.

Se para alguns a qualidade do roteiro diminuiu, em consequência da quantidade de conteúdo para dar conta, o envolvimento do público com as personagens aumentou assustadoramente... E isso, particularmente, julgo como superioridade do texto apresentado. As bizarrices não deixaram a desejar, apesar da queda gradativa, mas o sentimento e o drama pessoal de cada personagem são os destaques da temporada que nos presenteia com uma cena de exorcismo agonizante e perturbadora logo nos primeiros episódios.

É uma temporada em que Jessica Lange, apesar de ter uma trama mais voltada na sua personagem, não carrega sozinha o peso. Sabemos que foi uma escolha proposital, graças ao sucesso de sua atuação na primeira temporada, mas Sarah Paulson, interpretando a repórter Lana Winters, merece o prêmio de melhor atuação. Quanto a Zachary Quinto e Evan Peters, seus personagens mantém certa linearidade com relação à primeira temporada e continuam entre os queridinhos do público.

American Horror Story – Asylum teve o último episódio exibido na noite desta quarta-feira (23) deixando menos mistério no ar, tendo em vista as amarras ao enredo, e algumas certezas: 1 - produz final coerente, seja a proposta de explicar ou de impressionar visualmente; 2 - possui uma legião de fãs, órfãos da música francesa Dominique, ansiosos pela chegada da terceira temporada, que já tem certa a contratação de Jessica Lange, Sarah Paulson e Evan Peters.

Falar do sobrenatural com muita bizarrice e com tons de erotismo narrado com alternância de tempo, revisões de roteiro dos clichês do horror cinematográfico e envolvimento com as personagens fazem de American Horror Story uma das melhores séries em exibição na atualidade, para quem gosta ou não do gênero.

Confira uma compilação de teasers da série:

22 de jan de 2013

[Especial Oscar 2013] O Lado Bom da Vida


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Bradley Cooper interpreta Pat Solitano, um ex-professor que passou os últimos oito meses em uma clínica psiquiátrica, depois de ter um ataque de fúria por ter encontrado a esposa o traindo ao som da própria música de casamento! Pat volta para a casa dos pais e está procurando uma forma de reconstruir sua vida. A ideia é ficar em forma, intelectual e reconquistar a esposa.

Bradley incorpora perfeitamente o personagem. Pet inicia a narrativa como um alguém fragilizado, quebrado e instável. A todo momento temos medo que ele vá explodir e regredir. Observamos sua superação, reconstrução, recuperação da confiança, para no final ser uma pessoa totalmente diferente, alguém que reconhece o amor e passa segurança a todos em sua volta.

A personagem que vai mudar a vida de Pet é Tiffany, interpretada brilhantemente por Jennifer Lawrence, uma garota que também está passando por uma fase difícil e aparece na vida de Pet para apresentar algumas verdades que ele está ignorando na busca fantasiosa pela ex-esposa.

Copyright© The Weinstein 
O longa está sendo promovido, na maioria das vezes, como comédia romântica, mas está longe de ser igual ao que estamos habituados sobre esse gênero. Foge dos clichês e proporciona uma mistura leve de cenas dramáticas, cômicas e românticas.

O cenário é muito importante, assim como a trilha sonora, e no filme os dois estão adequados. Mas o maior destaque são os atores: protagonistas e coadjuvantes. Os pais de Pat são interpretados por Robert De Niro, obsessivo e viciado em apostas, e Jacki Weaver, que faz o papel da mãe que torna-se a responsável legal pela conduta do filho depois de sair da clínica.

O Lado Bom da Vida, filme do diretor David O. Russell (O Vencedor), está concorrendo em oito categorias no Oscar 2013: Melhor Filme, Diretor, Ator (Bradley Cooper), Atriz (Jennifer Lawrence), Ator Coadjuvante (Robert De Niro), Atriz Coadjuvante (Jacki Weaver), Roteiro Adaptado e Edição.


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FICHA TÉCNICA

Diretor: David O. Russell
Elenco: Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Bradley Cooper, Julia Stiles, Chris Tucker, Shea Whigham, Dash Mihok, John Ortiz, Anupam Kher, Jacki Weaver, Montana Marks, Bonnie Aarons, Romina, Jessica Czop, Paul Herman, Matthew James Gulbranson, Jeni Miller, Luisa Diaz, Patrick McDade, Brea Bee, Vaughn Goland, Thomas Walton, Jen Weissenberg, Regency Boies, Tiffany E. Green, Marty Krzywonos, Todd Anthony, Cindy Engle, Kirk Kelly.
Produção: Bruce Cohen, Donna Gigliott, Jonathan Gordon
Roteiro: David O. Russell, baseado na obra de Matthew Quick
Fotografia: Masanobu Takayanagi
Trilha Sonora: Danny Elfman
Duração: 122 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Mirage Enterprises / The Weinstein Company


Trailer:


19 de jan de 2013

"Miss Me" conquista o prêmio de Melhor Videoclipe Nacional




              Bob Dylan, Michael Jackson, Coldplay, Radiohead, Beyoncé, Beatles…

Fazendo referência a hits que marcaram a linguagem do videoclipe mundial, “Miss Me” foi lançado em julho de 2012 e logo se tornou um sucesso na internet. O produto é fruto de um Trabalho de Conclusão de Curso na Universidade Federal de Campina Grande.

Baiano de Campo Formoso, Fernando Ventura decidiu morar em Campina Grande para cursar Arte e Mídia na UFCG e o seu gosto musical aliado à sua imaginação deu o tom às suas atividades.  Em 2011, dirigiu o curta de ficção “O Quinto Beatle” e em 2012 a música e o cinema ainda trariam mais sucesso ao “baiano de Campina Grande”.

Na reta final da graduação, decide produzir como Trabalho de Conclusão de Curso um projeto multimídia, intitulado “Grandphone Vancouver”, misturando música e cinema. Além das músicas produzidas, Fernando montou uma equipe de 70 pessoas para produção de um videoclipe. As gravações aconteceram durante 12 horas de todo um dia de domingo na Rua Maciel Pinheiro, centro comercial de Campina Grande e conhecida também pela referência na Art Déco.

“Miss Me”, gravado em plano sequência, fazendo com que os atores percorressem toda extensão da rua por 25 vezes, virou sucesso na internet, chegando num único dia ter 30 mil acessos. E sucesso é a palavra que Fernando Ventura já focava desde a criação do projeto. Logo após o lançamento, ele já não escondia seu objetivo: “O trabalho foi pensado com vistas ao sucesso. A minha intenção seria de ganhar um prêmio de relevância nacional. Esse prêmio acontece pela MTV”, disse o diretor, se referindo à premiação que o canal oferece ao principal hit da internet, na categoria “Webvideo”.

A repercussão cada vez maior levou o “Grandphone Vancouver” a sair do virtual e invadir também a realidade e em outubro Fernando Ventura, que dirigiu, atuou, tocou e cantou no clipe, levou um grande público ao Teatro Municipal para seu show de estreia.

Seis meses se passaram desde o lançamento e na noite desta sexta-feira (18), o sonho de Fernando tornou-se realidade. Após votação popular, “Miss Me”, como muitos já apostavam, mesmo antes da indicação, foi eleito o melhor videoclipe nacional de 2012 pela MTV.

As referências a clássicos do videoclipe, a música com um refrão daqueles que grudam insistentemente, a técnica cinematográfica, o visível amor e dedicação da equipe, a ousadia e firmeza de Fernando Ventura fazem de “Miss Me” uma obra simpática e bem feita para encher de orgulho os amantes da música, do videoclipe, dos que ralam nos meses finais de qualquer curso para produzir o trabalho de conclusão e marca o grande potencial de Campina Grande em fazer cinema e a competência da produtora cultural Moema Vilar a frente da Cozinha de Produção.

“Miss Me” é tão quente quanto o sol e tem brilhado, fazendo de Fernando Ventura uma verdadeira estrela que não poderia ter outra nota que não fosse a máxima na defesa do TCC.

Confira a versão oficial, a gravação do ponto contrário e a performance no Teatro Municipal.





17 de jan de 2013

Instagram em #vídeo


Tirar uma foto, colocar um filtro legal, postar em seu perfil e compartilhar nas redes sociais. Oferecendo esses serviços, a rede social Instagram foi projetada e desenvolvida pelo brasileiro Mike Krieger e pelo estadunidense Kevin Systrom e registrou em julho de 2012 o número de 80 milhões de usuários em todo o planeta. No mesmo ano, a empresa, que iniciou seus trabalhos sem financiamento algum e com apenas seis funcionários, foi comprada no valor de 1 bilhão de dólares pelo Facebook e teve download liberado também para o sistema operacional Android, antes apenas possível ao iOS.

Há um mês, o contrato de adesão do Instragram sofreu algumas alterações. Uma delas gerou forte polêmica e foi responsável pela queda no número de usuários, além de baixa das ações na bolsa de valores. O Instagram teria o direito de vender as fotos dos usuários para fins comerciais e publicitários, sem retorno algum aos donos dos perfis. Após repercussão negativa, a empresa voltou atrás da decisão.

Imagens daquele prato favorito naquele restaurante que é a sua cara, o nascer e o pôr do sol, as festas com os amigos... Tudo isso com um filtro cool. E não pode esquecer, claro, de postar uma foto antes de sair de casa, com caras e bocas na frente do espelho pra exibir o dispositivo móvel e a roupa. O que também não pode ficar de fora no Instagram é o uso exagerado das hashtags, que funcionam como ferramenta de busca das fotos.

O comportamento desses quase 100 milhões de usuários pelo mundo e o conteúdo postado é sempre alvo de críticas humoradas – ou não – noutras redes sociais com textos e imagens que satirizam a repetição no estilo das fotos, em meio ao que julgam ser futilidade.

Alguns americanos decidiram também abordar o comportamento clichê existente no Instagram e, de maneira bem criativa e humorada, produziram um vídeo que sintetiza a atmosfera que permeia a rede social de fotos mais popular da atualidade.

O material parodia a música “Photograph”, do grupo Nickelback, e foi intitulado de “Look at this Instagram”.

Confira o resultado: 



Há rumores de que a foto desta matéria pertence a um dos jornalistas do blog.

#life #sun # beach #love #carnaval #largadinho #partiu

É o que temos pra hoje!

16 de jan de 2013

[Especial Oscar 2013] Amor


Amor (Amour) é um filme do cineasta austríaco Michael Haneke (A Professora de Piano, A Fita Branca) protagonizado por um casal de idosos que são surpreendidos por uma doença que os coloca diante da aproximação de uma separação inevitável, a morte.

Emmanuelle Riva (Hiroshima, Meu Amor) interpreta Anne, uma professora de piano que sofre dois AVCs seguidos e não tem nenhuma esperança de recuperação e Jean-Louis Trintignant (Um Homem, uma Mulher) que atua como Georges, o marido de Anne.  Nesses papéis, o público é contemplado com atuações perfeitas.




O cenário é formado pelo apartamento do casal. Os tons frios são predominantes nas cenas, o figurino evidenciado pelo cinza, causando uma atmosfera de isolamento que não chega a ser triste em nenhum momento.

Essa é uma história sobre o amor, o medo e a morte. E logo percebemos que não é sobre o amor que lemos por aí e pensamos que conhecemos. É sobre um amor que leva a vida inteira para ser construído e mesmo assim não o é completamente. E mesmo assim não pensamos nisso ao longo do filme. 

É sobre o medo de ser um fardo para as outras pessoas, o medo de perder quem amamos e saber que é inevitável. Um medo tão intenso que o silêncio sobre a sua existência é a única forma tentar sobreviver.  O filme retrata chegar a esse limite do medo e não saber mais definir entre o certo e o errado. 

É sobre ser forte também.  Ter força o bastante para manter o equilíbrio entre o amor e o medo pelo maior tempo possível.

O longa surpreende pela honestidade e sutileza que esses temas são tratados mesmo quando são levados ao limite do que é humanamente tolerável. A incapacidade diante da decadência do corpo, a dor, as decisões, tudo isso tratado de maneira direta e crua, é o que causa uma inquietação e perturbação durante toda a narrativa.

Não ouso questionar, criticar ou mesmo comentar o desfecho da narrativa, porque é algo para pensar, pensar e talvez nunca entender. O que torna a arte incomparavelmente bela.

Sobre as premiações, o longa concorre em cinco categorias no Oscar 2013, de Melhor Filme, Filme Estrangeiro, Atriz, Diretor e Roteiro Original.  No Globo de Ouro ganhou na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz da National Society Of Film Critics. Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes. Melhor Filme, Diretor, Ator e Atriz no Festival de Cinema Europeu. Melhor Filme Estrangeiro do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York. Melhor Filme e Melhor Atriz da Associação dos Críticos de Cinema de Los Angeles.  

Riva, Haneke e Trintignant. Copyright © Les Films du Losange



FICHA TÉCNICA

Diretor: Michael Haneke

Elenco: Jean-Louis Trintignant, Emmanuelle Riva, Isabelle Huppert, Alexandre Tharaud, William Shimell, Ramón Agirre, Rita Blanco, Carole Franck, Dinara Drukarova, Laurent Capelluto, Jean-Michel Monroc, Suzanne Schmidt, Damien Jouillero, Walid Afkir.

Produção: Stefan Arndt, Margaret Ménégoz

Roteiro: Michael Haneke

Fotografia: Darius Khondji

Duração: 127 min.

Ano: 2012

País: França, Alemanha, Áustria

Gênero: Drama

Cor: Colorido

Distribuidora: Imovision

Estúdio: Les Films du Losange / X-Filme Creative Pool / Wega Film

Classificação: 14 anos


TRAILER





15 de jan de 2013

[Especial Oscar 2013] Argo


Quem estava apostando na vitória quase certa de Lincoln para o Oscar de Melhor Filme pode surpreender-se na premiação do dia 24 de fevereiro.  Tudo isso porque o filme Argo (Ben Affleck) ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático na cerimônia ocorrida no último domingo (13). Os filmes concorrentes eram Django Livre (Quentin Tarantino), As Aventuras de Pi (Ang Lee),  Lincoln (Steven Spielberg ), A Hora Mais Escura (Kathryn Bigelow).

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E Argo ainda foi premiado com o Globo de Ouro de Melhor Direção para o já reconhecido talento atrás das câmeras, Ben Affleck, que também produziu o filme ao lado dos atores George Clooney e Grant Heslov. Ben Affleck que também atuou como o personagem principal J Mendez.

O roteiro é baseado no livro Master of Disguise: My Secret Life in the CIA de Antonio J. Mendez, ex-agente da CIA que participou de uma operação no início dos anos 80 para resgatar seis diplomatas americanos refugiados na casa do embaixador canadense. O conflito inicia-se com a invasão dos militantes iranianos a embaixada americana no Teerã para protestar contra o asilo político que os EUA ofereceram ao ex-governante do Irã, Pahlavi. O episódio ficou conhecido como “Crise de reféns”, na qual 52 americanos foram mantidos por mais de um ano sob o controle dos iranianos.

O filme mostra a elaboração e execução do ousado plano para resgatar os seis diplomatas sem levantar nenhuma suspeita que pudesse terminar na execução de todos eles. Não se trata de um plano simples. Tony Mendez sugere a encenação da produção de um filme de ficção científica para entrar disfarçado no Irã e resgatar os diplomatas que se passariam pela equipe de produção do filme. Para tornar o plano mais convincente, foram contratados especialistas da indústria cinematográfica: o maquiador John Chambers (John Goodman) e o ator Lester Siegel (Alan Arkin).

A recepção da crítica especializada foi positiva e Argo surgiu como uma das apostas para as indicações ao Oscar e a expectativa aumenta depois do Globo de Ouro. Além da consagração de Ben Affleck (roteirista/diretor em Medo da Verdade, 2007, e Atração Perigosa, 2010) como um dos diretores jovens mais promissores.

São 120 minutos de um suspense dramático que mostra, algumas vezes de forma irônica, a burocracia do sistema de inteligência do governo americano para tratar dessa situação que envolve a segurança do país e dos seus cidadãos em qualquer lugar do mundo. A caracterização dos personagens, o figurino e os cenários tem toda uma aura dos anos 70.

No Oscar desse ano, Argo concorre nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin), Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição de Som, Melhor mixagem de som.

9 de jan de 2013

Detona Ralph: a vez é do coração do vilão


Detona Ralph (Wreck-it Ralph), novo filme da Disney, nos apresenta uma trama envolvendo um vilão de fliperama cansado de fazer o papel de mau e ser odiado por todos. Ele deseja mostrar ser tão importante quanto o mocinho, Félix Jr., e ser bom. Para isso, inicia uma aventura por outros games em busca da medalha conquistada apenas pelos heróis .  

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O filme cria um universo com diversos jogos viajando pelas atividades que seus personagens fazem nas horas em que o fliperama está fechado. Eles tem uma vida comum! Em momentos assim, o protagonista Ralph descreve todo o seu drama por ser um vilão. Participando de uma reunião entre os vilões dos jogos, Ralph mostra seu descontentamento com sua condição e o estopim para carregar toda a trama acontece quando o personagem não é convidado para a festa de aniversário do próprio jogo.

Como todo filme da Disney, tem uma lição de moral envolvida, mas dessa vez de maneira mais sutil e reflexiva. Talvez, a maior qualidade do filme, que é uma grande homenagem ao universo dos jogos, seja a de encantar e divertir todo mundo. Encantar as crianças com sua beleza e animação; e encantar aos adultos pelas referências, seja de games que marcaram a infância ou seja pela quantidade de mensagens que possa nos levar. Dentre elas, um destaque: a da preocupação por estar sempre atualizado em meio à uma sociedade em constante transformação movida pelo aparato tecnológico. Em Detona Ralph, os personagens tem medo de que suas máquinas possam ser desligadas devido ao surgimento de games mais modernos. Algo muito diferente de muitas profissões que se sentem hoje ameaçadas pela criação de máquinas que as possam substituir? Eu consigo me divertir com aquilo que é simples ou apenas com altos equipamentos tecnológicos? O debate não é recente, mas a animação faz isso de forma que não deixa o enredo chato aos adultos, tampouco minimiza a beleza do material às crianças.

A amizade entre Ralph e Vanellope (um "bug" no game Sugar Rush), é um dos maiores destaques, sendo responsável pelas cenas mais emotivas e dá o tom ao desfecho da história. O medo da solidão e da exclusão são mensagens também ditadas na animação e que não podem ser esquecidas.

Outro grande destaque é a belíssima trilha sonora assinada por Henry Jackman (Preciosa), que nada deixa a desejar, tão quanto os grandes sucessos da Disney.

O roteiro é bom. A jogada de unir personagens de clássicos dos games é uma grande carta na manga. Pacman, Super Mario, Street Fighter, Sonic, Mortal Kombat e muitos outros são citados durante o filme... Mas, eis que essa estratégia também tranforma-se numa faca de dois gumes e aparece aí um pequeno problema no filme: "esse ou aquele personagem que gosto apareceu pouco". Tudo bem que o filme exagerou exibindo maior parte das cenas decisivas no game Sugar Rush, mas a ausência ou pouca aparição desse ou daquele personagem aliado ao sucesso de bilheteria dá à animação passaporte inquestionável à continuação!

A temática do filme não é inédita e as mensagens transmitidas podem ser encontradas em milhares de outros, mas a junção de tudo isso o torna agradável, leve, fascinante.  São cerca de noventa minutos de diversão em que o 3D vale a pena. O filme é bom e vale o ingresso.

6 de jan de 2013

Kid Abelha desfila 30 anos de carreira em João Pessoa


Com 30 anos de carreira e hits memoráveis na música popular brasileira, o grupo Kid Abelha levou uma multidão às areias de Tambaú na noite deste sábado (5), dentro da programação do projeto João Pessoa Extremo Cultural, realizado pela prefeitura da capital paraibana.

Foto: Andréa Gisele / SECOM-JP
Paula Toller & Cia. subiram ao palco no Busto de Tamandaré por volta das 22h20min para um show com uma hora de duração desfilando hits dos anos 80, 90 e 2000 que consagraram o grupo e atrai uma legião de fãs de todas as idades. 

Alguns momentos mostraram uma certa indiferença em algumas músicas, deixando o espetáculo morno, principalmente, no começo. Normal. Shows comemorativos, aniversário de 30 anos, no caso, leva o artista a optar não apenas pelos grandes sucessos, mas também por essa ou aquela canção que o encanta, mesmo que não tenha havido boa receptividade pela massa. Acho até que abusaram um pouco de B-sides para um show de verão à beira-mar, mas estamos falando de Kid Abelha.

Passado esse momento... O público recebeu de forma calorosa os hits do grupo. "Nada Sei", "Lágrimas e Chuva", "Como eu quero", "Na rua, na chuva, na fazenda", "Eu tive um sonho", "Eu só penso em você" foram responsáveis por levantar coros. No setlist e na interação com a massa, o destaque máximo vai para "Pintura Íntima", de 1984, que incendiou a praia no final do show.

Paula Toller, diversas vezes criticada pela pouca interação e simpatia, mostrou-se bastante comunicativa e várias vezes interagiu com a plateia, agradecendo aos pessoenses e paraibanos pela receptividade. Pra incendiar ainda mais a multidão que cantava "Fixação", a vocalista brincou fazendo dancinhas e encerrou o grande sucesso da banda com a coreografia da viral "Gangnam Style". Sem dúvidas, o mair destaque da noite!

Rotineiramente, muito se admira as danças e a boa forma da pop star Madonna, 54 anos. Mas, Paula Toller, com 50, não deve sentir inveja alguma da artista americana. 

Confira a performance de "Fixação" no Rio de Janeiro, mesma apresentada em João Pessoa:


5 de jan de 2013

Casal registra em vídeo a história de amor que começou com Coldplay

Que o grupo britânico Coldplay fez um dos maiores shows da quarta edição do Rock in Rio, estamos cansados de saber... Mas dele também surge uma história de amor em Campina Grande-PB que acaba de virar vídeo.

André Leite e Layane Alves se conheceram há pouco mais de um ano, quando acontecia o Rock in Rio. O início do romance entre os dois é marcado pelo show de Coldplay, que eles assistiram juntos e traz muitas memórias. O casal diz que no início do namoro eles passavam por diversos problemas pessoais, encontravam-se emocionalmente abalados e que passaram a crescer um com o outro, havendo entre eles a ideia de "consertar você".

A história do casal ganha um material audiovisual. De acordo com André, que trabalha com edição de vídeo, a ideia era surpreender Layane quando completassem um ano de namoro e desde maio gravavam algumas cenas que agora se completam. A jovem de 20 anos diz que pra todo lugar iam carregavam junto uma câmera, mas, de acordo com ela, não imaginava que aquelas gravações chegariam a esse material. Seriam apenas como recordação. Parte do vídeo foi gravada na rua Maciel Pinheiro, centro de Campina Grande, por Layane, mas achando que seria apenas mais uma produção do seu namorado.

Com as gravações finalizadas no Natal, André realizou a edição do vídeo em apenas uma madrugada e as surpresas não acabaram por aí... O aniversário de um ano de namoro, que já traria esse presente para Layane, acabou se tornando, também, a data de noivado. E o sucesso que o vídeo tem feito na internet tem gerado uma forte manifestação de votos de felicidade ao casal. André a Layane agradecem ao apoio, mas não desejam apenas sucesso no romance... Eles deixaram cursos de graduação na área de exatas e agora tentam ingressar no curso de Arte e Mídia.

E, ainda sobre o futuro, o casal deseja nos presentear com outros vídeos, mas sem previsão de produção. Eles dizem que pretendem ter um casamento bem diferente do tradicional e que surpreenderá a todos. A julgar pelo vídeo, agora, de noivado... Não temos dúvida alguma!

Ah, e, se o casal começava sua história de amor ao som de Coldplay e buscava consertar um ao outro, o vídeo não poderia ter outra trilha sonora que não fosse Fix You!

Confira o resultado:




Curiosidades:

1 - Além de reproduzir trechos do clipe Fix You, há também uma referência a The Scientist, também do grupo Coldplay. De acordo com o casal, a referência foi feita porque durante essa cena a música fala em estar preso em marcha ré, então encaixou perfeitamente;

2 - A ideia em ser na Maciel Pinheiro foi devido as luzes da rua, já que na música fala que as luzes vão te guiar até em casa. O clipe “Miss Me” serviu para mostrar que a rua era exatamente o que André procurava para por em prática a sua ideia.



2 de jan de 2013

Não, não resista ao apocalipse zumbi!



Muitas séries para acompanhar, não gostar de zumbis, muitas atividades acadêmicas, livros, CDs, filmes, são alguns dos motivos para não ter visto até finais de 2012 nada da série The Walking Dead. Ah, já disse não gostar muitos de zumbis?
Só que o mundo todo está amando zumbis como se fossem os ursinhos carinhosos. Virou uma febre. Temas de festas (não apenas no Halloween), brinquedos, jogos etc. Até um filme do amor entre uma humana e um zumbi já fizeram! Confiram o trailer de Meu namorado é um zumbi
Então, resolvi começar o ano vendo a primeira temporada para, enfim, ter uma opinião sobre a série e não ouvir mais isso: “Não assisteee TWD??? É a melhor série que existe no universo!!!!!”.
(AVISO DE SPOILERS. Nem acho que seja spoiler, mas existem pessoas muito sensíveis por aí, vai saber).
Uma breve sinopse da primeira temporada pode ser resumida em um grupo de sobreviventes de uma misteriosa infecção, que mata e depois transforma as pessoas em mortos-vivos, à procura de um lugar seguro, maneiras de continuar vivendo e respostas para os acontecimentos.
O clima de suspense é predominante nos episódios. Não dá tempo para pensar, só ter medo de aparecerem milhares de zumbis a qualquer momento e comerem todos eles (!). Porém, os momentos de ação e drama são igualmente incríveis.
O drama de cada personagem passa a impressão que ainda tem muita história para aparecer, alguém não está mostrando quem realmente é... Será? O protagonista Rick Grimes (Andrew Lincoln) adaptou-se tão rápido nessa nova vida que nem acreditei...
Entendi, finalmente, a fundamentação de todas as comparações com a série Falling Skies (TNT). São muitas as semelhanças de enredo: cenário de quase extinção da humanidade, um grupo de sobreviventes liderados por um típico “mocinho-não-tão-bonzinho” contemporâneo, a busca pela ilusão de um local seguro onde estão reunidos um grupo maior de humanos, quase nada é explicado na primeira temporada, antagonistas dentro do grupo, etc. As locações também são semelhantes em algumas cenas, mas em TWD dão uma melhor impressão de cidade vazia e não apenas um cenário...


A conclusão é que vale a pena assistir, sim! Até se você não gosta muito de zumbis, os personagens são interessantes e os dramas envolventes. Cenas de ação bem produzidas e executadas, etc.